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Obras no CEI Jornalista Cláudio Abramo: crianças voltaram às aulas em condições inaceitáveis

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Obras no CEI Jornalista Cláudio Abramo crianças voltaram às aulas em condições inaceitáveis

No retorno às aulas no CEI Jornalista Cláudio Abramo, alunos e professoras estão convivendo com obras mal conduzidas, riscos à saúde e falta de segurança. Estivemos lá e nos deparamos com cenários alarmantes.

A unidade não tinha cozinha funcionando. A equipe da Risotolândia não tinha espaço para preparar as refeições e as professoras almoçavam com microondas improvisado nas salas de planejamento. A direção e as pedagogas estavam sem sala, ocupada por outra atividade da própria Prefeitura. O refeitório, montado às pressas, tinha hotboxes abertos no meio do salão, material de obra e materiais pedagógicos da escola cobertos de poeira ao redor das mesas onde as crianças almoçam.

Para piorar, choveu dentro do refeitório porque parte do espaço está sem cobertura por causa da obra.

O lanche estava sendo servido em sala porque o refeitório estava repleto de pó de obra. As crianças ficaram no pátio até as 9h, aguardando a limpeza de um corredor inteiro para entrar nas salas.

 

Perigo real

Professoras, crianças e trabalhadores da obra dividiam o mesmo banheiro infantil, o único disponível. O banheiro entregue apresentava portas que saíam da dobradiça ao toque, sem acabamento, com tijolos aparentes à mostra.

Havia um vão aberto na grade dos fundos da escola, por onde um adulto passa facilmente. Com as portas abertas para trânsito de material, qualquer criança poderia sair da escola por ali (ou ser levada) sem ser vista.

Janelas recém-instaladas caíram na primeira ventania. As turmas afetadas foram realocadas para o refeitório, no meio do barulho da obra. Outras salas foram entregues sem ventilação e com janelas que não abrem. O contato com poeira de obra causa irritação respiratória, alergias e danos pulmonares e oculares.

A obra está prevista para encerrar em 8 de agosto, mas há sérias dúvidas sobre o prazo.

 

A demanda existe, mas é preciso mais cuidado

A demanda por obras nas escolas é real e legítima, represada por anos de abandono durante as gestões Greca. Mas é preciso garantir qualidade, planejamento e respeito à segurança de quem está nas escolas.

Entregar uma obra pela metade, com banheiros quebrados e vãos abertos, não é reforma. É remendo. E coloca toda a comunidade escolar em risco.

 

 

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