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SISMMAC repudia novo caso de agressão a professora de Curitiba

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SISMMAC repudia novo caso de agressão a professora de Curitiba

O SISMMAC manifesta repúdio a mais um episódio de violência contra profissionais da educação. Nesta semana, uma professora da regional Cajuru foi agredida fisicamente por um familiar de uma criança atendida no CMEI onde trabalha. Estivemos na unidade hoje para prestar apoio e solidariedade a ela e à equipe.

Esse episódio não é isolado. Professoras e professores têm sido alvo de ameaças e agressões físicas em CMEIs e escolas da rede municipal, em um quadro que vem se agravando.

Parte dessa violência é alimentada por um público mobilizado por discurso de ódio nas redes sociais, que transformou o ataque a professoras e professores em estratégia política e em fonte de engajamento, votos nas eleições e dinheiro pago pelas redes sociais por visualizações em conteúdos de ódio contra profissionais da educação.

Outra parte nasce da insatisfação de famílias com falhas em políticas da própria Prefeitura de Curitiba, que se exime de suas responsabilidades. Quem paga o preço é quem está na ponta, atendendo todos os dias a comunidade que se indigna por problemas que as equipes escolares não criaram.

Esse tipo de violência também cobra um preço na saúde mental de quem trabalha na escola. Cada agressão ou ameaça se soma a um quadro de adoecimento psicológico que já atinge boa parte do magistério, muitas vezes sem o suporte que deveria ser garantido pela gestão municipal.

O SISMMAC acompanha os casos que chegam ao sindicato, oferece apoio jurídico, inclusive na esfera criminal, e segue cobrando da Prefeitura políticas mais eficazes de prevenção à violência e suporte a quem sofre esse tipo de agressão. A violência contra o magistério não pode ser normalizada, seja qual for a origem dela.

A omissão da gestão municipal e o ódio incentivado nas redes se somam num mesmo cenário, e cabe à Prefeitura assumir sua parte para revertê-lo, em vez de deixar essa conta recair sobre quem está no chão da escola.

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