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O sindicato não deve falar de política? Mas foram os políticos que o aumento da idade mínima para 57 anos e o confisco das aposentadorias

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O sindicato não deve falar de política? Mas foram os políticos que o aumento da idade mínima para 57 anos e o confisco das aposentadorias

O sindicato não deve falar de política? Mas foram políticos que decidiram mudar a Previdência e aprovaram a reforma que depois abriu caminho para o confisco das aposentadorias das professoras e dos professores de Curitiba.

A Reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL, depois PL) foi aprovada em 2019 na Câmara por 379 votos a 131.

Orientaram voto A FAVOR: PP, MDB, PTB, PSL, PL, PSD, PRB, PSDB, DEM, Patriota, Solidariedade, Podemos, PROS, PSC, Cidadania, Novo e Avante.

CONTRA: PT, PSB, PDT, PSOL, Rede e PCdoB. O PV liberou a bancada.

No Senado, a reforma também foi aprovada. Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência pelo PL, votou a favor da Reforma da Previdência.

Dois anos depois, Curitiba aprovou sua reforma por 27 votos a 11. A maioria dos votos favoráveis veio de políticos de partidos que também haviam apoiado a reforma nacional.

Depois, o confisco das aposentadorias (Lei Complementar 133/2021) foi aprovado novamente por 27 votos a 11 e estabeleceu a cobrança de 14% sobre a parcela das aposentadorias e pensões acima de dois salários-mínimos.

Nada disso é coincidência.

Porque política não é apenas questão de gostar ou não de alguém. Também não é apenas uma questão de valores pessoais ou de “preferência”.

Políticos fazem parte de projetos, constroem alianças e representam interesses. E, quando colocamos diferentes votações lado a lado, os padrões aparecem.

Há os que sempre atuam na defesa da educação pública, das escolas e dos direitos das professoras e dos professores. E há quem sempre vota em reformas e projetos que retiram direitos e prejudicam salários, carreiras e aposentadorias.

Por isso, é preciso olhar além do discurso.

O que esse político faz quando chega a hora de decidir sobre os seus direitos?

É por isso que o sindicato fala sobre política.

Não para dizer em quem alguém deve votar, mas para mostrar quem apresentou, quem apoiou e quem votou nas decisões que atingem a nossa vida profissional e a escola pública.

Porque, no fim, política não é só o que alguém diz defender. É o que faz quando tem poder para decidir.

E essas decisões afetam a escola, nossos direitos, nosso salário, nossa carreira e a nossa aposentadoria.

 

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