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SISMMAC entrega pauta econômica nesta quarta (30) e cobra: a educação é prioridade para Curitiba?

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SISMMAC entrega pauta econômica nesta quarta 30 e cobra a educação é prioridade para Curitiba

Nesta quarta-feira (30), o SISMMAC entrega a pauta econômica do magistério à Prefeitura, em ato unificado com os demais sindicatos de servidores públicos de Curitiba, que também vai cobrar o fim do confisco das aposentadorias.

Durante a última reunião do Conselho de Representantes (CR) do SISMMAC, o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Dias, apresentou dados que comprovam que Curitiba tem saúde financeira de sobra para garantir à nossa categoria um reajuste na data-base maior do que a simples reposição da inflação.

Participe do ato nesta quarta-feira (30), às 14h, em frente á Prefeitura de Curitiba. É hora de cobrar reposição da inflação e a recuperação das perdas salariais acumuladas.

 

Curitiba pode?

Entre 2016 e 2021, as gestões Greca causaram perdas de 6,85% ao magistério, com reajustes abaixo da inflação. Antes, já havia perdas de 1,16% acumuladas desde 1999. Desde 2022, temos garantido no mínimo a reposição da inflação todo ano, sem novas perdas. Mas os 8,05% acumulados seguem represados por escolha das gestões Greca e Pimentel.

São opções políticas, que passam pelas decisões do secretário de Finanças de Curitiba, Vitor Puppi. Não é por falta de dinheiro. A arrecadação da Prefeitura vem aumentando a cada ano. Entre maio de 2025 e maio deste ano, a Receita Corrente Líquida do município cresceu 10,13%.

A estimativa do Dieese é de inflação de 4,26% no período de cálculo da nossa próxima data-base, em outubro, mas a Prefeitura poderia tranquilamente recuperar também os outros 8,05%, se quisesse. O discurso de responsabilidade fiscal não se sustenta: o gasto com funcionalismo representa hoje só 40,58% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do limite prudencial de 51,30% da Lei de Responsabilidade Fiscal (o teto é 54%).

Na prática, a despesa com pessoal poderia crescer cerca de 26,43% sem ultrapassar o limite prudencial, mesmo que a receita ficasse igual. Isso não tiraria dinheiro do asfalto nem de outras obras. Mas colocaria onde a nossa cidade merece: no magistério.

Curitiba só não valoriza o magistério se não quiser. Tem recursos e margem de sobra no orçamento. Falta responder: a Prefeitura tem vontade política e compromisso real com o futuro da educação?

 

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