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Nota de solidariedade à professora Megg Rayara (UFPR), vítima de ataques transfóbicos

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Nota de solidariedade à professora Megg Rayara UFPR vítima de ataques transfóbicos

O SISMMAC manifesta solidariedade à professora Dra. Megg Rayara Gomes de Oliveira, pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade da UFPR, alvo de uma campanha violenta e difamatória após liderar a aprovação da reserva de vagas para pessoas trans e travestis na universidade.

A professora Megg Rayara é doutora em Educação pela UFPR, a primeira travesti negra a obter esse título no Brasil, reconhecida nacional e internacionalmente por suas pesquisas. Os ataques que ela recebeu não foram uma contestação acadêmica. Vieram de quem não tem qualquer vivência na prática científica e não tinham o objetivo de debater ideias. Foram ataques pessoais, motivados exclusivamente pela identidade de quem ela é. Uma tentativa de desumanizar uma pessoa para que ela deixe de existir nos espaços que conquistou.

Nos últimos tempos, quem trabalha na educação, em qualquer nível, convive com a violência no cotidiano, que começa nas redes chega às salas de aula, aos corredores das escolas e das universidades. Quando figuras públicas usam sua audiência para atacar pessoas pela sua identidade, não estão apenas discordando. Estão alimentando um ambiente de ódio que tem consequências reais e, muitas vezes, trágicas.

O Brasil lidera, pelo décimo oitavo ano consecutivo, os registros de assassinatos de pessoas trans e travestis no mundo. Por trás desse número há uma sociedade que precisa reconhecer que o ódio digital não fica nas telas. Ele atravessa portas.

Diferenças políticas devem permanecer na esfera do debate de ideias. Liberdade de expressão não é liberdade para desumanizar.

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