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Mudanças no WhatsApp impedem envio de notícias pelas listas de transmissão

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Mudanças no WhatsApp impedem envio de notícias pelas listas de transmissao

Em novembro, a empresa Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp decidiu transformar o serviço de lista de transmissão do aplicativo de mensagens em um produto pago, com valores abusivos que inviabilizam seu uso.
E não se trata apenas da ganância empresarial. A mudança expressa a lógica de uma plataforma digital que busca ampliar lucros a qualquer custo, concentrando poder e convertendo necessidades cotidianas de milhões de pessoas em oportunidades de faturamento. É a mesma lógica que fez da Meta uma das corporações mais ricas do planeta, sem qualquer compromisso com o impacto social ou responsabilidade pelos conteúdos criminosos que suas plataformas ajudam a disseminar.
Diante desse cenário, o SISMMAC está avaliando novas estratégias de comunicação.
Por isso, reforçamos: para que as professoras e professores se mantenham atualizados, é essencial que todo o magistério acompanhe diariamente as nossas redes sociais e o nosso site, onde continuaremos publicando notícias, informes, convocações, análises e orientações fundamentais.

Por que a Meta tomou essa decisão?
Esse episódio explicita um problema estrutural: a falta de regulamentação das big techs no Brasil. Enquanto empresas privadas de todas as demais áreas são regulamentadas por legislações e normas criadas para proteger usuários e consumidores, essas empresas digitais estrangeiras atuam à margem da lei brasileira e, cada vez mais, encontram meios de aumentar seu faturamento.
São empresas com alcance global, que tomam decisões unilaterais que afetam a vida de dezenas de milhões de usuárias e usuários, sem precisar prestar contas às autoridades.
Elas compram apoio de políticos no Congresso Nacional e em outras esferas e, com isso, conseguem bloquear iniciativas legislativas que pretendem impor limites legais, transparência e responsabilidade social.
Fazendo um paralelo, é como se uma única empresa estrangeira de transporte aéreo controlasse todo o marcado de aviação brasileiro e não precisasse ser responsabilizada caso uma aeronave caísse matando centenas de pessoas. É inadmissível.
Protegidas, elas acumulam cada vez mais poder econômico, político e comunicacional para continuarem tomando decisões visando apenas lucro, e não o bem-estar coletivo.

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