O confisco de 14% das aposentadorias das servidoras e dos servidores de Curitiba segue sendo uma das maiores injustiças praticadas pela gestão municipal.
Mesmo tendo se comprometido em campanha a acabar com essa cobrança cruel, o prefeito Eduardo Pimentel mantém a mesma política de seu antecessor, Rafael Greca, e insiste em penalizar quem dedicou a vida profissional ao bem-estar da população.
Independentemente do julgamento em curso no STF, trata-se de uma escolha política. A contribuição extra sobre aposentadorias e pensões foi uma opção que cada gestor municipal e estadual pôde tomar — e a maioria dos prefeitos e vários governadores não implementaram. Em Curitiba, Greca e Pimentel escolheram adotar a versão mais dura e perversa da reforma da Previdência de Bolsonaro, punindo aposentadas e aposentados que agora têm sua renda corroída no momento da vida em que mais precisam de tranquilidade e dignidade.
O SISMMAC segue mobilizando a categoria contra essa injustiça, junto com seu Coletivo de Aposentadas e Aposentados. Além de panfletagens em pontos estratégicos da cidade, também está conquistando apoio da sociedade com um abaixo-assinado, realizado em conjunto com o SISMUC para ampliar a pressão e mostrar que a população de Curitiba repudia a forma como a Prefeitura trata aposentadas e aposentados.
Na ação realizada no começo deste mês, a recepção da população à luta contra o confisco foi amplamente positiva. Na próxima semana, faremos panfletagens no ICS, confira a programação:
Segunda-feira (29/9): das 9h às 12h
Terça-feira (30/9): das 14h às 17h
Quarta-feira (01/10): das 9h às12h
Luta de todos
Essa não é uma pauta apenas de quem já se aposentou: mais cedo ou mais tarde, todos os servidores de Curitiba sentirão seus efeitos caso nada seja feito.
Não há justificativa plausível para que aposentadas e aposentados continuem pagando essa conta. O que existe é uma escolha de setores políticos e econômicos que, em vez de valorizar, optam por impor sofrimento a quem construiu a cidade, e de políticos do centrão, da direita e da extrema-direita, que articulam para manter o confisco e impedir a retomada de regras mais justas.
Essa luta é de todas e todos. O SISMMAC seguirá pressionando e denunciando até que a revogação desse confisco se torne realidade — por dignidade, justiça e respeito a quem dedicou a vida à educação pública e ao serviço público em nossa cidade.











