• Home
  • »
  • Notícias
  • »
  • Conselho de Ética da Câmara de Curitiba aprova relatório, e processo contra vereador que incentivou o uso de armas contra professoras vai ao plenário

Conselho de Ética da Câmara de Curitiba aprova relatório, e processo contra vereador que incentivou o uso de armas contra professoras vai ao plenário

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Conselho de Ética da Câmara de Curitiba aprova relatório, e processo contra vereador que incentivou o uso de armas contra professoras vai ao plenário

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta sexta-feira (31) o relatório que indica punições ao vereador Éder Borges (Novo) por ter incentivado o uso de armas contra professoras durante a Tribuna Livre do dia 1º de abril, quando a presidente do SISMMAC, Diana Abreu, apresentava os problemas enfrentados pelo magistério. Várias professoras da rede também estavam presentes.

O processo não chegou até aqui facilmente. Vários membros do Conselho alegaram impedimento para não ter que votar, numa tentativa de engavetar a apuração. Houve trocas e manobras, mas o relatório da vereadora Laís Leão (PDT) foi aprovado com os votos dos vereadores Hernani (Republicanos), Jasson Goulart (Republicanos), Professor Euler (MDB) e Rafaela Lupion (PSD). Zezinho do Sabará (PSD) faltou novamente.

Agora, o caso vai ao plenário da Câmara. Os vereadores decidirão se aprovam a instalação de uma Comissão Processante, que analisará o caso e recomendará ou não as penalidades para a votação final.

 

Estratégia eleitoral

Éder Borges tem um longo histórico de ataques ao magistério como estratégia política. Já apresentou projeto para obrigar professoras a fazer exame toxicológico, espalha fake news sobre nossa categoria com regularidade e, naquele mesmo 1º de abril, chamou publicamente as professoras de drogadas antes de fazer o gesto que motivou a abertura do processo.

Durante a nossa greve em abril, gravou vídeos atacando nossa categoria para gerar engajamento nas redes. Não deu certo: recebeu muito mais críticas do que apoio.

O andamento do processo já é uma vitória. Incentivar o uso de armas contra professoras não é liberdade de expressão. É combustível para a violência real que cresce nas escolas.

Os ataques armados que tiraram dezenas de vidas nos últimos anos têm origem, em grande parte, na radicalização alimentada por discursos de ódio contra educadoras. Atacar professoras virou arma eleitoral, e isso tem custo humano.

Os demais vereadores de Curitiba agora terão a oportunidade de dizer à população da cidade, do Paraná e do Brasil se repudiam ou se apoiam essa estratégia eleitoreira.

Cada voto no plenário será uma resposta pública a essa pergunta.

 

Posts Relacionados