Quem atua na educaçã sabe a importância do descanso para o corpo e para a mente. É por isso que nos solidarizamos com a luta da classe trabalhadora pela aprovação do fim da escala 6×1, para que todos tenham direito a pelo menos dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e jornada máxima de 40 horas semanais (em vez das 44 horas atuais).
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já aprovou a proposta. Mas a oposição impediu que ela fosse levada ao plenário nesta semana. Na CCJ, votaram contra o fim da escala 6×1 os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Também pesou a articulação dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, que atuaram para desmobilizar a presença de parlamentares numa possível votação em plenário. Flávio, que já havia faltado à sessão da CCJ, evitou expor sua posição para não prejudicar a própria campanha.
Pelo mesmo oportunismo eleitoral, o Senado também não deve votar a escala 7×0: PEC assinada por 40 senadores, incluindo os paranaenses Sergio Moro e Oriovisto Guimarães, que acaba com a obrigatoriedade de descanso semanal e reduz férias, 13º salário e outros direitos.
A base do governo segue tentando aprovar o fim da 6×1, com novo esforço previsto para a segunda semana de outubro. O magistério de Curitiba segue de olho nessa luta, porque descanso não é privilégio, é direito de toda a classe trabalhadora.










