A Câmara Municipal de Curitiba colocou na pauta da sessão de terça-feira (16) a votação do projeto de militarização das escolas da rede municipal. O SISMMAC convoca o magistério para um ato na Câmara às 8h30 para lutar contra esse projeto.
O que eles ganham com isso?
O projeto é inconstitucional. A Câmara não pode obrigar a Prefeitura a aumentar gastos. Os vereadores sabem disso. Mas estamos em ano eleitoral, e o que importa são os likes, o dinheiro das redes sociais por conteúdo que incita a violência contra professoras e os votos nas eleições deste ano.
São os mesmos vereadores que nunca cobraram melhorias nas escolas, nunca exigiram mais profissionais, nunca defenderam a educação inclusiva nem os direitos das crianças. Um deles chegou a incentivar o uso de armas contra professoras. Agora querem aparecer como salvadores contra problemas que eles ajudaram a criar.
O que não contam às famílias é que a militarização tem aberto as portas para o abuso sexual de alunas, sem punição aos abusadores.
Que alunos não aprenderão disciplina, mas medo. Que pessoas formadas em regime de medo tornam-se adultas mais propensas a aceitar abusos sem questionar.
Que alunos da educação inclusiva serão excluídos.
Que não serão escolas como colégios militares tradicionais, com orçamentos enormes.
Que professoras serão perseguidas e agredidas por militares.
Tudo isso tem acontecido em escolas militarizadas Brasil afora. É um padrão.
Se as famílias ricas não querem esse modelo, por que aplicar apenas nas mais vulneráveis?
Nenhum país desenvolvido militarizou escolas públicas. Apenas Rússia, Venezuela e Coreia do Norte. Por que serviria para Curitiba?
Os países com melhores índices educacionais investem em professoras valorizadas, escolas bem estruturadas e formação crítica. Por que a Câmara não cobra isso da Prefeitura?
Porque não dá likes, votos e dinheiro das redes sociais.
O projeto substitutivo
O projeto original abrangia toda a rede e criava um núcleo militar e um civil para receberem recursos que deveriam ser aplicados na educação pública. A versão substitutiva restringe aos anos finais (6º ao 9º), mas a abertura à corrupção, violência, abuso sexual e agressões continua. A Câmara vai apoiar isso?










