Nas escolas militarizadas, quem abusa não é punido.
São inúmeros os casos documentados de abuso sexual cometido por militares em escolas militarizadas Brasil afora. No Paraná, um abusador ficou quase dois anos no cargo depois das denúncias de nove meninas. Dois anos em contato com estudantes. Dá para imaginar o que isso representa para as alunas abusadas e para as colegas?
Esse silêncio não é falha. É estrutura. Para esconder o fracasso desse modelo, políticos escondem as informações. Os militares acobertam os crimes.
E num modelo onde questionar a hierarquia é indisciplina, a criança abusada aprende que denunciar é errado. E cresce como um adulto propenso a sofrer abusos pelo resto da vida e ficar em silêncio.
Então, por que esses vereadores insistem nisso?
Porque viraliza. Porque gera likes, seguidores, e dinheiro que as plataformas pagam a quem produz conteúdo que incita a violência contra professoras. E porque rende votos nas eleições.
Oportunismo que coloca em risco a vida de crianças e adolescentes.
Afinal, cobrar salários dignos para o magistério não rende tantos votos e nem dinheiro. Exigir profissionais de apoio à educação inclusiva também não. Lutar por turmas menos lotadas? Nunca fazem isso.
Porque eles não estão preocupados com as nossas crianças e adolescentes.
Geralmente votam contra as melhorias nas escolas públicas.
O que oferecem às nossas crianças não é segurança. É um modelo com histórico documentado de abuso, silêncio e impunidade.
Quais vereadores votarão a favor do abuso sexual das alunas e dos alunos?
As famílias de Curitiba saberão.










