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Atacar professoras virou negócio que custa vidas. E você pode estar financiando isso sem saber

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Todo mundo que assiste a um vídeo de político ou influencer atacando professoras está, sem querer, ajudando a pagar a conta. As plataformas remuneram por visualização. Quanto mais raiva, mais cliques. Quanto mais cliques, mais dinheiro. E mais visibilidade para quem quer se eleger.

Não é exagero. É o modelo de negócio.

Mas esse modelo tem consequências reais. A partir de 2019, quando atacar professoras nas redes sociais virou a porta de entrada mais fácil para a vida política, os ataques a escolas no Brasil cresceram de forma alarmante. Em poucos anos, o país registrou mais mortes dentro de escolas do que nos 20 anos anteriores. As vítimas são alunas e alunos, professoras e funcionárias.

Esse ódio não fica nas telas. Ele contamina. Ele mata.

E o pior: enquanto esses vídeos rendem dinheiro e votos, os problemas reais das escolas continuam lá. Salas superlotadas. Falta de professoras. Crianças com necessidades especiais sem profissional de apoio com formação na área. Estrutura deteriorada. Profissionais adoecendo.

Nenhum vídeo de ataque mudou uma dessas realidades. Porque não é esse o objetivo deles.

O objetivo é o engajamento. O seguidor. O voto. E o dinheiro.

E, geralmente, os oportunistas que ajudam a criar os problemas são os mesmos que depois chegam com projetos como a privatização e a militarização das escolas. Eles sabem que esses projetos não trazem melhorias. Mas apresentam porque gera o mesmo ciclo: mais ódio, mais likes, mais seguidores, mais votos, mais dinheiro. Um produto novo para a mesma máquina.

Quem transforma professora em inimiga, escola em ameaça e o medo das famílias em conteúdo monetizável não está defendendo a educação. Está explorando a educação como negócio político. E isso tem custado vidas.

A escola pública não precisa de oportunistas fazendo palanque eleitoral. Precisa de investimento real.

 


 

 

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