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Escala 7×0: senadores que não enfrentarão as urnas fazem o jogo sujo dos deputados covardes contra o fim da escala 6×1

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Escala 7x0 - Senadores que não enfrentarão as urnas fazem o jogo sujo dos deputados covardes contra o fim da escala 6x1

A Câmara aprovou o fim da escala 6×1. Mas pouco depois, 40 senadores apresentaram a PEC 12/2026, que institui a chamada escala 7×0: sete dias trabalhados, nenhum de folga garantido, com jornada “flexível” definida por “acordo” individual com o patrão, sem descanso semanal remunerado, sem FGTS, sem férias obrigatórias, sem 13º salário e sem a proteção das convenções coletivas negociadas pelos sindicatos.

É o projeto das elites na sua forma mais nua. Escravidão.

Não é coincidência que esses 40 senadores agiram tão rápido. Olhe a lista com atenção. A maioria não disputa reeleição neste ano. Alguns vão tentar outros cargos: Sergio Moro (PL) quer o governo do Paraná, Flávio Bolsonaro (PL) é pré-candidato à Presidência e seu chefe de campanha Rogério Marinho (PL) assina a PEC ao lado de Ciro Nogueira (PP), investigado pela Polícia Federal por receber mesada de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Outros estão tão queimados em seus estados que vão tentar a sorte como deputados federais, como é o caso de Marcos do Val (Avante). E alguns, como o senador paranaense (que quase ninguém sabe que existe) Oriovisto Guimarães (PSDB), já avisaram que vão deixar a política.

Ou seja: a maioria não vai ter que olhar nos olhos do eleitor e responder por esse voto. É por isso que estão fazendo o trabalho sujo que os deputados federais covardes não tiveram coragem de fazer. Quase 80% da população apoia o fim da escala 6×1. Os deputados patrocinados por grandes empresários sabiam disso. Se acovardaram, fugiram da votação ou votaram a favor na última hora. Sobraram apenas 22 votos contra, a maioria do PL e do Novo. Só o Missão e o MDB não têm senadores, mas tiveram deputados votando.

Como manobra, deixaram a bola com os senadores que não têm nada a perder. Esse é o golpe.

 

Escala 7×0: fiz do descanso

O magistério sabe a importância do descanso. Lutamos por ele. Sabemos o que dois dias de folga representam para o corpo, para a mente, para a família. E sabemos o que acontece quando o trabalhador fica sem sindicato para negociar: na imensa maioria dos casos, ou aceita qualquer condição ou é demitido. Sem proteção, sem direitos, sem voz.

O Senado precisa ouvir o recado que a Câmara já recebeu. A mobilização continua. Pressão neles!

 

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