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Direito das professoras e dos alunos foi o foco do terceiro encontro do GT de Educação Especial e Inclusiva

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SISMMAC - Direito das professoras e dos alunos foi o foco do terceiro encontro do GT de Educação Especial e Inclusiva

O terceiro encontro do Grupo de Trabalho (GT) de Educação Especial e Inclusiva do SISMMAC reuniu dezenas de professoras na noite de terça-feira (2) para analisar a situação atual da educação inclusiva na rede e construir propostas para disputar as políticas do município.

Na última década, as matrículas de alunos da educação inclusiva cresceram consideravelmente na rede municipal, mas a política de inclusão foi sistematicamente desmontada pelas gestões Greca/Pimentel, quando Bacila era a secretária de Educação, e na gestão Pimentel, durante o período de Jean Pierre Neto à frente da SME.

Profissionais com formação especializada foram substituídos por estagiários, a intersetorialidade com outras áreas foi praticamente eliminada e as escolas foram abandonadas. Salas superlotadas, reformas atrasadas e ambientes inadequados agravam ainda mais as condições de quem precisa de suporte específico.

Essa negligência tem consequências diretas. Famílias cobram das escolas o que é responsabilidade da Prefeitura, gerando conflitos que afetam a saúde física e mental das professoras e professores (casos que, inclusive, necessitam de registro da Comunicação de Acidente de Trabalho, CAT).

 

Direitos

O assessor jurídico do SISMMAC, Germano Sureck, mostrou como a ausência de políticas definidas e de protocolos de ação deixa as equipes escolares pedagogicamente, eticamente e juridicamente desprotegidas. Quando surge uma situação de crise, a Prefeitura se exime da responsabilidade, mas é ela quem tem o dever legal de estruturar o sistema.

Ele também mostrou como a administração fere a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) ao não garantir profissionais de apoio escolar, e nega o direito das crianças a um atendimento adequado, multidisciplinar e digno. Ao mesmo tempo, não garante ao conjunto dos alunos o direito a um ambiente seguro.

Germano também abordou os direitos das professoras e os limites do que pode ser exigido do magistério em situações de crise, um conhecimento essencial para quem está na linha de frente sem o suporte que deveria ter.

 

Próximo encontro

O quarto encontro do GT abordará questões que impactam a saúde das professoras e dos professores. Todo o magistério pode participar, mesmo quem não esteve nos encontros anteriores.

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