O confisco das aposentadorias é uma escolha que a Prefeitura de Curitiba vem fazendo há anos. A gestão Greca aplicou a Reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro e foi além, retirando 14% de quem já recebe acima de dois salários-mínimos. A gestão Pimentel manteve essa mesma crueldade até hoje.
Esse desconto pesa todo mês, exatamente no momento em que a vida já fica mais instável. A aposentadoria costuma vir acompanhada de mais gastos com saúde e de uma renda menor, e é justamente nesse momento de transição que a Prefeitura escolhe tirar uma fatia ainda maior do contracheque de quem já deu décadas de trabalho à educação pública da nossa cidade.
O prefeito Eduardo Pimentel prometeu, na campanha, “tornar o percentual do desconto previdenciário do IPMC dos aposentados (atual 14%) em valor igual ao percentual do INSS”. Se essa promessa fosse cumprida, milhares de servidoras e servidores aposentados ficariam isentos da contribuição.
Mas essa promessa, até hoje, não foi cumprida.
É uma escolha
A versão mais dura da Reforma foi aplicada sob o argumento de que as contas da Prefeitura estavam deficitárias, uma brecha que a própria lei federal prevê para esse tipo de manobra. Hoje, porém, a arrecadação municipal bate recorde e os gastos com servidores seguem bem abaixo dos limites prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Manter o confisco é apenas escolha política, como tantas outras que beneficiam determinados grupos econômicos em vez de valorizar quem construiu a educação pública da nossa cidade.
E ainda há outro fator por trás dessa escolha: o sucateamento proposital do serviço público. Quanto mais instável e assustador parece o futuro de quem se aposenta na Prefeitura de Curitiba, menos atraente fica a carreira, e é isso que sustenta, no fundo, um projeto de desmonte que vai muito além da própria Previdência.
É esse cenário que o nosso Coletivo de Aposentadas e Aposentados analisará no Seminário sobre Previdência, no dia 15 de setembro, na sede da APP-Sindicato, a partir das 13h30 (SAIBA MAIS AQUI).
Participe, tire suas dúvidas e ajude a fortalecer essa luta que é de todo o magistério.










