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Proposta do SISMMAC para o concurso do novo prédio da Câmara dos Vereadores é escolhida a mais adequada

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Proposta do SISMMAC para o concurso do novo prédio da Câmara dos Vereadores é escolhida a mais adequada

Na comparação com todos os projetos que participaram do concurso público nacional de arquitetura para o Complexo da Nova Sede da Câmara Municipal de Curitiba, nossa proposta foi considerada indiscutivelmente a mais adequada à realidade do Legislativo da nossa cidade.

 

A Câmara estima um gasto aproximado de R$ 95 milhões para o novo prédio junto ao Palácio Rio Branco, mas nossa proposta é construí-lo sobre o edifício da Prefeitura, como um anexo. A medida otimizaria recursos, reduziria gastos com deslocamento e seria muito mais condizente com a relação de subserviência que a maioria dos vereadores mantém com o prefeito Eduardo Pimentel.

 

 

 

Destaques do projeto

O plenário seria projetado com as cadeiras voltadas para o gabinete do prefeito, separadas por uma janela de vidro, para facilitar a sinalização de como votar. Um painel digital conectado diretamente ao gabinete eliminaria o intermediário e modernizaria o processo. Bastaria o prefeito apertar um botão e os votos dos vereadores da base já seriam computados, sem esforço.

 

 

A entrada principal do novo prédio ficaria escondida da população, já que a maioria dos vereadores não trabalha para o povo mesmo. Em compensação, haveria uma sala VIP exclusiva para empresários com contratos com a Prefeitura (fruto da Privataria aprovada pela Câmara) e financiadores de campanha de políticos. Seria a área mais luxuosa do complexo porque a prioridade da base do prefeito são eles.

 

 

Para reduzir custos, os gabinetes dos vereadores da base do prefeito não precisariam de janelas, já que eles não olham para a cidade e nem para as necessidades das pessoas. É como se Curitiba fosse uma cidade sem pessoas. Vamos transformar isso em um horizonte mais realista.

O projeto prevê ainda uma “Sala de Espera do Gaeco”, dada a recente frequência das visitas e investigações do Ministério Público por esquemas de corrupção.

 

Haveria painéis eletrônicos espalhados. Um com o ranking do dinheiro que vereadores ganham por visualizações de vídeos com ataques às professoras, outro com o ranking de vereadores com mais cargos recebidos pela Prefeitura em troca de votos, e outro com a meta geral dada pela gestão municipal. Questão de transparência.

 

Na entrada, uma lixeira de grandes dimensões, especialmente projetada para projetos de melhoria da educação, da saúde, de valorização do magistério e das condições de trabalho, que nunca chegam a ser votados e são descartados sem serem lidos.

E, já que vereadores da base afirmam que cantar o Hino Nacional todos os dias resolveria os problemas da educação, o projeto inclui uma sala exclusiva para isso, com sessão diária. Por coerência, a participação seria obrigatória para vereadores que votaram a favor do projeto. Todos os dias, passariam ao menos 10 minutos em pé cantando o Hino.

Outro anexo abrigaria uma escola com militares dando aula, reservada exclusivamente para os filhos e netos dos vereadores favoráveis à militarização, e também do prefeito, do vice-prefeito e dos membros do primeiro escalão do governo. Também, por coerência, a matrícula seria obrigatória, já que eles garantem que esse é o modelo ideal, não seria razoável deixar os próprios fora dele. Afinal, por que a militarização seria apenas para estudantes provenientes de famílias mais pobres?

 

 

E o prédio do Palácio Rio Branco, sede atual da Câmara? Seria transformado em museu. Um espaço de memória para lembrar que, em algum momento da história, a Câmara votou pensando nos interesses da população. Afinal, no passado foram incluídas na legislação, por exemplo, as proteções contra a privatização de escolas e unidades de saúde. Hoje, a Câmara, mesmo atolada em escândalos de corrupção, tratou de enterrar essas proteções ao aprovar a Privataria da gestão Pimentel, que pode promover a corrupção em larga escala na administração municipal. E também aprovou a militarização das escolas, que pode promover o abuso sexual de crianças e adolescentes.

 

Esclarecimento necessário sobre o novo prédio da Câmara dos Vereadores de Curitiba

 

Que bom que você chegou até aqui. Agora podemos te contar que este texto é inteiramente irônico. Obviamente, o SISMMAC não inscreveu nenhum projeto no concurso (embora nosso projeto seja indiscutivelmente o que mais reflete a realidade atual da política da nossa cidade).

 Fizemos aqui uma reflexão sobre a falta de independência da maioria dos vereadores em relação à gestão Pimentel, o que explica por que tantos votam contra os interesses da população e contra o magistério, e o que eles ganham em troca. Também mostramos por que é fundamental seguirmos lutando por nossos direitos, diante de desafios tão grandes.

 A ironia, aqui, é apenas a forma de dizer o que precisa ser dito.

 

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