Escolas da rede municipal de Curitiba estão remanejando professoras e professores de Docência I, sem formação em Educação Física, para cobrir aulas de uma área que exige formação específica.
É o remendo que a Prefeitura força a rede a fazer porque o secretário de Finanças, Vitor Puppi, se recusa a liberar a contratação de 92 professoras e professores de Educação Física (Docência II), mesmo após a própria Secretaria Municipal de Educação identificar e solicitar formalmente essa necessidade, e mesmo após o Comitê responsável pela avaliação financeira da Prefeitura ter aprovado o pedido.
Resumindo: a SME reconhece o problema. O Comitê Gestor aprovou. Quem está bloqueando é Vitor Puppi. Ou seria o prefeito Eduardo Pimentel?
Com essa decisão, a gestão Pimentel faz Curitiba retroceder 20 anos, ao tempo em que recreacionistas, sem formação docente, eram responsáveis pelas atividades físicas nas escolas. O trabalho qualificado que professoras e professores de Educação Física realizam vai muito além de ocupar o tempo das crianças: envolve desenvolvimento motor, formação integral, inclusão de estudantes com diferentes necessidades e contribuição direta para a saúde física e mental de alunas e alunos.
Usar o RIT para desviar professoras e professores de Docência I de sua área de formação para cobrir essa lacuna prejudica dois grupos ao mesmo tempo: os alunos que deixam de ter aulas de Educação Física com profissional com formação na área e as turmas que já sofrem com superlotação justamente porque ainda há déficit de professoras e professores na rede municipal.
Isso aprofunda ainda mais a precariedade que afeta muitas unidades educacionais de Curitiba.
Há aprovados no concurso de 2022 esperando convocação. A SME afirma que quer contratar. O Comitê Gestor autorizou. Só falta Vitor Puppi liberar.
O SISMMAC cobra da gestão Pimentel a imediata liberação das convocações. Cada dia de espera é um dia a mais de prejuízo para as crianças e para o magistério da rede municipal.










