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SISMMAC cobra da Prefeitura aplicação da nova NR1 e medidas de proteção à saúde mental do magistério

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SISMMAC cobra da Prefeitura medidas de proteção à saúde ment

O adoecimento no magistério municipal de Curitiba cresce. Transtornos como depressão, ansiedade e síndrome de burnout vêm causando cada vez mais afastamentos na rede.

Por isso, além de lutar contra políticas que agravam o adoecimento, estamos atuando sobre as origens do problema.

 

Nova legislação

No dia 18 de maio enviamos ofício ao secretário de Educação, Paulo Afonso Schmidt, à secretária de Gestão de Pessoal, Daniele Regina dos Santos, e à Procuradora-Geral do Município, cobrando o cumprimento da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), medida do governo Lula que passou a exigir, a partir de 26 de maio deste ano, que empregadores identifiquem, avaliem e controlem os riscos psicossociais no trabalho, inclusive no ambiente escolar.

 

O que são riscos psicossociais?

São fatores do ambiente e da organização do trabalho que afetam a saúde mental: sobrecarga de jornada, salas superlotadas, múltiplos papéis acumulados, exposição à violência escolar, pressão por resultados e a exigência emocional permanente do trabalho com crianças, adolescentes e famílias.

O magistério é um dos grupos ocupacionais mais expostos a esse conjunto de fatores, e a omissão do poder público em enfrentá-los tem custo: mais afastamentos, mais substituições, mais descontinuidade pedagógica.

E também gera mais gastos para a Prefeitura, que precisa contratar profissionais para substituir quem se afasta.

 

O que o SISMMAC cobra?

No ofício, cobramos da Prefeitura um programa de gerenciamento de riscos psicossociais na rede municipal, com identificação dos perigos, avaliação dos riscos e plano de ação com medidas preventivas concretas.

Requeremos também a participação do SISMMAC e das professoras e professores nesse processo. Quem vive o cotidiano das escolas precisa ser ouvido para que as medidas sejam efetivas.

A violência crescente nas escolas, a precarização das condições de trabalho e o abandono histórico da rede são fatores que alimentam o adoecimento. Não basta tratar os afastamentos. É preciso enfrentar as causas. E seguiremos pressionando para que isso aconteça.

 

 

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