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Diante das promessas não cumpridas por Pimentel, o magistério de Curitiba está preparado para a greve!

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Greve das escolas de Curitiba? Motivos não faltam!

Greve das escolas de Curitiba? Por que?

Na campanha eleitoral de 2024, quando a disputa estava apertada e o risco de derrota era real, Eduardo Pimentel apresentou ao magistério uma carta compromisso cheia de promessas. Falou em valorização, revisão da carreira, melhoria da remuneração, concursos e mais profissionais nas escolas.
Depois da eleição, o cenário nas escolas mostra outra realidade. Das 20 promessas, apenas 1 foi cumprida!
A gestão municipal conhece a pauta do magistério. Sabe dos problemas da rede. Lembra das promessas que fez. Mesmo assim, escolheu ignorar as principais demandas da nossa categoria.
O funil no Crescimento Vertical continua impedindo a maioria de avançar na carreira, apesar da promessa de rever os limites. A política salarial segue sem perspectiva. O confisco das aposentadorias permanece. Falta professoras e professores nas escolas, a sobrecarga aumenta e o adoecimento se espalha pela rede.
Enquanto isso, Curitiba bate recordes de arrecadação. Não é falta de recursos. É falta de prioridade.
A educação pública não aparece como prioridade para a gestão Pimentel. Pelo contrário. O que tem se acumulado desde o ano passado são sinais preocupantes: limitações na carreira, sobrecarga nas unidades e política de inclusão sem estrutura.
Quando uma gestão deixa de valorizar a educação, gera desmotivação, evasão e a sensação de que o futuro da profissão está em risco. Talvez esse seja o objetivo da Prefeitura. Mas não aceitamos isso.
O magistério de Curitiba chegou ao limite.
Por isso, no dia 19 de março, nossa categoria se reúne em Assembleia para avaliar a situação da rede e decidir os próximos passos da mobilização. Quando o diálogo não produz avanços e as promessas seguem sem resposta, a greve deixa de ser uma hipótese distante e passa a se tornar uma possibilidade cada vez mais real.

Prometeu e não cumpriu
Eduardo Pimentel prometeu rever a carreira e a política de remuneração do magistério. Falou em ampliar as possibilidades de crescimento, melhorar os salários e valorizar quem trabalha nas escolas da rede municipal.
Depois da eleição, o que apareceu foi outra realidade.
A única promessa cumprida foi a criação da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoal. A medida apenas corrigiu uma situação absurda que existia antes, quando temas da carreira e dos direitos dos servidores acabavam sendo tratados com a área de finanças da Prefeitura, como se o funcionalismo fosse apenas um gasto da cidade.
Mas, na prática, pouco mudou. Em Curitiba, ao que parece, quem continua dando a palavra final sobre a carreira é quem segura a chave do cofre: o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi.
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O funil no crescimento da carreira
Uma das principais promessas da campanha era rever os limites do Crescimento Horizontal e do Crescimento Vertical. Isso não aconteceu.
A Prefeitura mantém o funil que impede a maioria do magistério de avançar na carreira. Mesmo quando a lei permite o crescimento (uma conquista da mobilização da nossa categoria), a gestão cria barreiras que restringem o acesso.
Pior, fizeram os procedimentos com regras que favoreceram mais quem está dentro da própria estrutura da administração. Enquanto isso, o Crescimento Vertical continua sendo adiado.
Com arrecadação em níveis recordes, não é falta de dinheiro. Desvalorizar a nossa carreira é uma escolha política da gestão Pimentel.
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Salários sem valorização
A promessa também era revisar a política de remuneração para fortalecer a carreira do magistério e estimular o ingresso e a permanência de profissionais na rede.
O que aconteceu foi justamente o contrário. Nossa carreira segue desvalorizada, os salários continuam achatados e a data-base do ano passado ainda foi atrasada.
Sem aumento real e sem perspectiva de valorização, Curitiba perde profissionais qualificadas para outras redes da Região Metropolitana e a situação das escolas fica ainda pior.
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Auxílio-alimentação esquecido
Outra promessa de campanha foi ampliar o auxílio-alimentação para os servidores. Isso também não aconteceu.
Nossa categoria conquistou um aumento importante na greve de 2023, dobrando o valor, mas o benefício continua restrito e ainda não abrange todo o magistério.
Sem valorização salarial, sem ampliação de direitos e sem investimento na formação, a carreira deixa de ser prioridade para a gestão municipal.

A rede entregue ao caos
Eduardo Pimentel prometeu que o magistério participaria da construção de uma nova política de gestão de pessoal. O que aconteceu foi o oposto: decisões tomadas sem diálogo, mudanças nos tempos escolares sem amparo legal, orientações contraditórias que deixaram até os Núcleos Regionais de Educação sem saber o que fazer.
Não foi desorganização. Foi deliberado.
Quando a gestão atropela processos, ignora o magistério e aplica mudanças sem sustentação legal, o resultado é uma rede desestruturada. E uma rede desestabilizada é mais fácil de reformatar segundo os interesses do grupo econômico que ocupa a Prefeitura.
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Faltam professoras e professores nas escolas
A promessa era garantir profissionais em número suficiente nas unidades e fazer um novo concurso no começo da gestão. Isso não aconteceu. Na pressão, houve convocações do último concurso, mas não em número suficiente. Ainda faltam pelo centenas de docentes.
E não há política séria de valorização para manter quem já está na rede.
O resultado aparece nas escolas: turmas superlotadas, equipes sobrecarregadas, adoecimento crescendo. O futuro do magistério está cada vez mais em risco.
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Inclusão sem estrutura é exclusão com outro nome
Pimentel prometeu profissionais de apoio para o atendimento às crianças de inclusão. Mas o que a gestão fez foi substituir esses profissionais por estagiários sem experiência.
Não é improviso. É uma escolha política para reduzir investimentos às custas dos estudantes que mais precisam de suporte. Sem estrutura real, a política de inclusão vira discurso. E o discurso não acompanha nenhuma criança dentro da sala de aula.
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Descongela: tempo roubado que a Prefeitura se recusa a devolver
Em janeiro de 2026, o governo Lula promulgou o Descongela: uma medida que permite contabilizar 583 dias roubados dos servidores pelo governo Bolsonaro na pandemia. O Descongela inclui contagem de quinquênios e tempo para licença-prêmio.
A Prefeitura poderia implementar o Descongela para corrigir essa injustiça, mas escolheu não fazer.
Pimentel prometeu preservar o Adicional por Tempo de Serviço. Mas preservar no papel, enquanto se recusa a reconhecer o tempo efetivamente trabalhado, é uma forma de cumprir a promessa apenas na aparência. O tempo que foi roubado durante a pandemia continua fora da conta. E essa omissão tem nome: é escolha política.

Escola pública como objeto, não como prioridade
Enquanto as promessas envelhecem nas gavetas, a gestão municipal avança em outra direção.
Na campanha, Pimentel prometeu aumentar o Fundo Rotativo destinado ao reparo, reformas e melhorias nas escolas. Já na gestão, enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal que permitiria usar recursos do fundo rotativo também para unidades administrativas da SME. Se já falta dinheiro para a estrutura das unidades, com esse projeto sobraria ainda menos para as escolas.
Além disso, a promessa de rever o valor das funções gratificadas para a direção de escolas e CMEIs também ficou no papel. Quem assume a responsabilidade de gerir uma unidade escolar segue sem o reconhecimento prometido.
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Confisco das aposentadorias: a promessa que nunca virou ação
Pimentel prometeu reduzir o desconto previdenciário das aposentadas e dos aposentados do IPMC ao mesmo percentual do INSS. Outra promessa que não saiu do papel.
A gestão se esconde atrás do julgamento no STF, que sofre pressão de prefeitos e governadores que aplicaram alguma forma de confisco e não querem devolver o que tomaram.
Enquanto o governo Lula aprovou isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 salários-mínimos e parcial até 7, por aqui, Pimentel confisca 14% da aposentadoria de quem ganha 2 salários-mínimos. É uma escolha política.
Quem dedicou a vida ao desenvolvimento da nossa cidade não pode pagar essa conta.

Greve é direito
A Constituição garante o direito de greve a todos os trabalhadores, incluindo o magistério. Não há impedimento legal. Nas greves anteriores, o SISMMAC negociou e garantiu que os dias parados não prejudicasse a progressão na carreira nem para outros direitos. Por isso, a participação na Assembleia do dia 19 é a forma da sua voz ser ouvida.
Quanto mais organizada a nossa categoria, mais força teremos para lutar por nossos direitos.

Quem está em estágio probatório pode aderir à greve?
É direito de todas as professoras e de todos os professores aderir à greve, inclusive quem ainda está no estágio probatório.
Ninguém pode ser punido, perseguido, coagido ou impedido de participar das lutas da categoria. Quem sofrer qualquer tipo de pressão ou tiver dúvidas, pode entrar em contato com o SISMMAC pelo telefone (41) 3225-6729.

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Assembleia no dia 19 de março vai deliberar sobre o indicativo de greve do magistério para enfrentar o descaso da gestão Pimentel

No dia 19 de março, às 18h30 (primeira chamada) e 19h (segunda chamada), na sede da APP Sindicato, o magistério de Curitiba realizará uma Assembleia decisiva: vamos deliberar sobre o indicativo de greve da nossa categoria diante da política de desvalorização imposta pela gestão Eduardo Pimentel às professoras e aos professores da rede municipal.

O início do ano letivo escancarou o que já vínhamos denunciando: escolas com déficit de profissionais, turmas superlotadas, sobrecarga extrema, desorganização provocada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) e ausência de qualquer projeto sério para fortalecer a rede. Enquanto isso, a Prefeitura mantém recursos em caixa e restringe o acesso ao Crescimento Vertical para impedir que a maioria da nossa categoria avance na carreira.

É uma escolha política da gestão Pimentel, que não quer valorizar o magistério. Prefere investir em asfalto, que rende propaganda, em vez de investir em quem constrói a educação pública da cidade. Por isso, é fundamental que nossa categoria participe em peso da Assembleia para decidir coletivamente os rumos desse enfrentamento.

 

Pauta 2026

A Assembleia também vai deliberar sobre a Pauta de Reivindicações do Magistério 2026, que reúne pendências acumuladas, direitos não implementados e problemas que se agravaram neste último período. A Prefeitura ignora demandas, não apresenta soluções concretas e demonstra que a educação está longe de ser prioridade.

A propaganda oficial vende uma cidade “modelo”. Nas escolas, o que vemos é precariedade, sobrecarga e abandono.

 

Momento decisivo

Dia 19 será um momento de decidir se aceitaremos esse cenário ou se responderemos com a força da nossa organização.

Venha para a Assembleia, chame as colegas da sua unidade. Sem mobilização, não há direitos. Sem lutas, não há conquistas!

E quando a Prefeitura escolhe não valorizar o magistério, nossa resposta precisa ser coletiva e com muita força!

 

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