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Depois de aprovar lei que abre a porta das escolas ao abuso, Câmara votará projeto que pode promover corrupção em larga escala

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Depois de aprovar lei que abre a porta das escolas ao abuso, Câmara votará projeto que pode promover corrupção em larga escala

A Câmara dos Vereadores de Curitiba, que aprovou uma lei que pode promover o abuso sexual de estudantes nas escolas municipais, agora prepara-se para votar um projeto que pode abrir as torneiras do dinheiro público para aliados, financiadores de campanha e cabos eleitorais do grupo político que controla a Prefeitura e o governo estadual.

É a porteira da corrupção em larga escala sendo aberta para passar a boiada.

O PL 005.00250.2026 cria o Programa Municipal de Parcerias Estratégicas e foi elaborado com um objetivo claro: transferir recursos públicos a parceiros privados e minimizar ao máximo qualquer mecanismo de controle e transparência.

Todas as decisões ficam concentradas em um comitê formado exclusivamente por indicados do próprio prefeito, sem a participação de entidades representativas ou da sociedade. Sem controle social. A consulta pública é “facultativa”. O sigilo é garantido (tudo pode ocorrer por baixo dos panos).

A tramitação é em regime de urgência para impedir o debate e a população nem ficar sabendo.

Esse modelo já tem endereço conhecido: é o que Ratinho Jr. aplica no estado do Paraná, onde empresas privadas recebem fortunas do governo sem trazer melhoria real para as escolas. O dinheiro que deveria ir para salas de aula, profissionais e equipamentos vai parar no bolso de empresas que faturam milhões por ano para, basicamente, pintar paredes.

É a corrupção rebatizada de “modernização”.

E há um agravante que explica a pressa: diante da possibilidade real de perder o governo estadual em outubro, o mesmo grupo político corre para replicar o modelo em Curitiba antes que o controle do estado mude de mãos.

Se a torneira for fechada no estado, querem garantir que continue aberta na nossa cidade. É o desespero de passar a boiada antes que a janela (ou a porteira) se feche.

O projeto ainda suprime a proteção legal que hoje impede a privatização de creches, escolas e unidades de saúde, e inclui expressamente educação e saúde no rol de equipamentos que podem ser repassados à iniciativa privada.

Se a Câmara aprovar esse projeto, estará dando mais um passo na vergonhosa direção do oportunismo e do clientelismo.

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