As chuvas em Curitiba voltam a expor um problema que o magistério enfrenta há anos: escolas com risco de alagamento, paredes rachadas e mofo que se espalha pelas salas de aula, corredores e banheiros.
É o caso do CEI David Carneiro, com rachaduras nas paredes e infiltração entrando direto no espaço onde professoras e professores trabalham e onde as crianças aprendem.
Riscos e doenças
O cheiro de mofo que fica no ar não é só desconforto, é sinal de um ambiente insalubre, que afeta a saúde de quem passa horas ali todos os dias, sejam crianças pequenas ou profissionais da educação. A exposição contínua ao mofo é reconhecida como fator que agrava doenças respiratórias como asma, bronquite, rinite e sinusite, além de provocar irritações de pele, como vermelhidão, coceira e dermatites.
Já relatamos antes escolas da rede que sofrem com alagamentos frequentes, mas há muitas unidades cujas condições precárias revelam outros problemas sempre que chove um pouco mais.
Isso não é falta de dinheiro da Prefeitura. É fruto de escolhas políticas que Curitiba vem fazendo há anos, desde a gestão Greca, que abandonou a manutenção das escolas.
Manutenção preventiva de telhado, calha e estrutura custa muito menos do que reformar uma escola já deteriorada, mas essa conta nunca parece caber no orçamento.
Trabalhar num espaço que ameaça desabar ou que exala mofo prejudica diretamente as condições de trabalho das professoras e dos professores. E prejudica também o aprendizado. As crianças têm direito a um espaço digno para estudar, não a uma sala que vira risco à saúde a cada chuva forte.
O SISMMAC segue cobrando manutenção estrutural séria nas unidades da nossa rede, para que nenhuma escola precise conviver com esse tipo de risco só porque choveu mais do que o habitual.
Além disso, quando houver alertas da Defesa Civil a SME precisa tomar providências para dispensa imediata de estudantes e docentes, pois temos percebido que muitas unidades não garantem segurança, principalmente as unidades com reformas em andamento.










