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O sindicato não deve falar sobre política? Mas há candidatos favoráveis à Reforma Administrativa para facilitar a demissão das professoras e dos professores

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Candidatos favoráveisà reformaadministrativa

O sindicato não deve falar sobre política? Mas são políticos que querem aprovar a Reforma Administrativa para acabar com a estabilidade no serviço público, facilitar a demissão de servidores (inclusive do magistério) e ampliar contratações precárias, sem concurso, carreira e direitos.

 

O que é essa Reforma?

A PEC 32 foi apresentada em 2020 pelo governo Jair Bolsonaro. A proposta não chegou ao plenário por causa de forte resistência sindical e social, mas continua pronta para votação na Câmara.

E o tema voltou à eleição de 2026. Os candidatos a presidente Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury defendem reformas administrativas, ainda que com modelos diferentes.

Os candidatos ao Senado Alexandre Curi, Cristina Graeml, Deltan Dallagnol e Filipe Barros também são favoráveis.

Entre os candidatos ao governo paranaense, Sandro Alex e Sergio Moro já afirmaram que são favoráveis ao projeto. E nós sabemos o quanto a política estadual influencia a política municipal, já que vários projetos do estado contra os serviços públicos estão sendo replicados em Curitiba.

Quem for eleito terá poder de decisão sobre nosso futuro. Isso não é pouco.

A estabilidade protege o serviço público contra perseguições, clientelismo e loteamento de cargos. Para o magistério, também protege a liberdade de ensinar, avaliar, denunciar problemas e exercer a profissão sem se submeter à vontade de quem governa.

Enfraquecer essa proteção nos deixa mais vulneráveis nas escolas.

Hoje já convivemos com terceirizações, precarização, falta de concursos, assédio, ameaças, violência e projetos de privatização. Facilitar demissões e ampliar vínculos precários só vai aprofundar esse cenário.

Por isso, não dá para olhar para candidatos como se suas propostas fossem isoladas.

É preciso perguntar: por que eles querem reduzir a estabilidade? Quem eles irão beneficiar com isso? Que modelo de serviço público defendem? E quais interesses representam?

Falar sobre política não é questão de “preferência”.

É saber quem terá poder para decidir se professoras, professores e demais servidores continuarão protegidos. E qual preço o magistério poderá pagar depois da eleição.

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