Nossa luta dá resultado. Ontem (15), a Prefeitura de Curitiba publicou edital chamando 882 candidatas e candidatos aprovados no concurso público de 2022. Essa convocação é fruto direto da nossa luta e da força que o magistério demonstrou nesse período. Da pressão construída dia a dia, da grande greve do dia 8 de abril, do engajamento de cada professora e cada professor que se levantou para dar um basta ao abandono da educação da nossa cidade.
Esse é um passo fundamental para avançarmos na melhoria das condições de trabalho e na redução da sobrecarga que pesa sobre as escolas há anos.
Vale lembrar o que estava acontecendo: as convocações haviam sido interrompidas desde maio do ano passado e a Secretaria Municipal de Educação (SME) vivia uma espiral de desalinhamentos e conflitos, por causa da linha política que gerou o caos desde o começo da gestão Pimentel, aprofundando os estragos da gestão Greca.
A nossa mobilização forçou a Prefeitura a abandonar esse caminho e retomar o que precisava ser feito: voltar a priorizar a educação.
Não há dúvida de que a pressão foi determinante. Curitiba tem condições financeiras, mas a administração não tinha vontade política. Foi forçada a ter.
A política avança quando há cobrança organizada. E é isso que fizemos. E que seguiremos fazendo.
Afinal, Prefeitura não é banco. Educação não é gasto. É investimento.
Essa convocação é também um passo importante para a abertura de um novo concurso, que a rede municipal precisa com urgência.
Devemos continuar construindo nossa mobilização e seguir em frente, porque cada avanço que conseguimos foi arrancado pela luta, e cada luta que construímos mostrou que o magistério de Curitiba, quando se organiza, transforma a realidade.











