Após mobilização organizada pelo SISMMAC e pressão sobre a Secretaria Municipal da Educação, a comunidade da Escola Municipal Prefeito Omar Sabbag, no bairro Cajuru, conquistou uma importante vitória: a garantia da continuidade da turma de 6º ano em 2026.
A decisão representa uma reversão do que havia sido comunicado na semana passada pelo Núcleo Regional de Educação do Cajuru, que orientou a escola a não abrir turmas de 6º ano no próximo ano letivo. A notícia gerou indignação entre famílias, estudantes e profissionais da escola, que foram informados sem qualquer diálogo prévio.
Caso a orientação fosse mantida, os alunos que estudam há anos na unidade teriam que mudar de escola justamente na transição para o ensino fundamental II, um momento de grande adaptação. A mudança forçada traria transtornos às famílias, que precisariam reorganizar trajetos, horários e rotinas, e afetaria também o trabalho das professoras e professores da unidade, que teriam que ser deslocados para outras unidades.
O SISMMAC já havia discutido esse tema em 10 de setembro, em reunião com a Superintendência e o Departamento de Ensino Fundamental da SME, quando houve compromisso, por parte da gestão municipal, com a manutenção das turmas de 6º ano em todas as unidades que ofertam o ensino fundamental II. Por isso, a orientação do Núcleo Regional contrariava o que havia sido negociado e reacendeu a preocupação com o esvaziamento da rede municipal e também com a efetivação de termos negociados.
Após a mobilização da comunidade escolar e a atuação do sindicato, a SME enviou um ofício ao SISMMAC garantindo a continuidade da turma de 6º ano. Uma conquista importante para a escola, reconhecida por seu destaque em diversos projetos educacionais e pelo trabalho coletivo de sua equipe pedagógica.
No entanto, a SME manteve a posição de não abrir vagas para a comunidade externa, limitando o 6º ano apenas aos estudantes que já estão no 5º ano da escola.
A rede municipal deveria ser ampliada, e não reduzida. Seguiremos mobilizando o magistério e dialogando com a sociedade para impedir qualquer projeto de exclusão na educação pública de Curitiba.
Fonte: SISMMAC











