Ameaças e casos de violência física e psicológica têm se tornado cada vez mais presentes na realidade das professoras e dos professores da rede municipal. E o impacto não fica apenas no corpo. A saúde mental acaba sendo profundamente afetada.
Professoras e professores que vivenciaram eventos traumáticos no exercício das suas funções têm direito a atendimento psicológico imediato, que deve ser realizado pela Gerência de Psicologia e Serviço Social do Departamento de Saúde Ocupacional da SMGP, com o objetivo de prevenir o desenvolvimento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Sintomas como pesadelos, lembranças involuntárias, irritabilidade, dificuldade para dormir e evitação de situações que remetam ao ocorrido são comuns após um trauma. Se não tratados, podem evoluir para o TEPT. O atendimento precoce faz diferença.
CAT: um direito que precisa ser registrado
Todo evento traumático no trabalho deve ser registrado por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), inclusive os que envolvem impacto psicológico e risco de TEPT. O pedido deve ser solicitado por e-mail à chefia imediata da escola. Atenção: alguns Núcleos Regionais têm dado informações equivocadas. A responsabilidade pelo registro é da chefia imediata e esse direito não pode ser negado.
Após o registro, a Perícia Médica deve encaminhar para a equipe de psicologia da Saúde Ocupacional. Contato: (41) 3350-8532.
Em caso de dificuldades com esse encaminhamento, entre em contato com o SISMMAC pel WhatsApp (41) 99737-2120 ou telefone 3225-6729.
Por que a violência nas escolas cresce?
A escola é o equipamento público mais próximo das famílias. Quando a gestão municipal negligencia políticas públicas, as frustrações chegam primeiro à porta da escola. Famílias sobrecarregadas, sem suporte e estimuladas por discursos de ódio contra o magistério nas redes sociais acabam descontando na escola o que é, na verdade, responsabilidade da Prefeitura. Combater essa violência exige responsabilidade política, não apenas atendimento emergencial.











