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Uma comparação que comprova a desvalorização do magistério de Curitiba

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Uma comparação que comprova a desvalorização do magistério de Curitiba

Os holerites de uma mesma professora, que possui um padrão na rede municipal de Curitiba e outro na rede estadual do Paraná, revelam de forma concreta a desvalorização que a Prefeitura tem imposto ao magistério.
Com 13 anos de atuação na rede municipal e mestrado concluído, a docente relata: “Entrei agora, em julho, na rede estadual. Estou ganhando mais no Estado do que na Prefeitura”. A comparação direta entre os vencimentos deixa evidente que, mesmo sendo recém-ingressa no estado, sua remuneração já supera o que ela recebe em Curitiba. É verdade que os descontos são diferentes, mas não é esse o ponto central. O que a análise comprova é a política deliberada de achatamento salarial e desvalorização promovida pela administração municipal desde as gestões Greca/Pimentel.
Esse cenário é resultado de um projeto cruel de desmonte do magistério que começou com o “pacotaço” de 2017, que congelou a carreira, retirou direitos e impediu os crescimentos profissionais por anos. Desde então Curitiba, que já foi referência em valorização do magistério, tornou-se exemplo de defasagem e descaso.

Esse processo tem levado inclusive à perda de profissionais qualificados, que buscam em outras redes melhores condições salariais e de reconhecimento.

Por isso, temos construído a luta para que a Prefeitura volte a reconhecer a importância das professoras e professores que constroem diariamente a educação pública da capital.
É nesse contexto que as mobilizações pelo crescimento vertical para todas e se mostram essenciais.

A situação de Curitiba é ainda mais crítica se levarmos em consideração que o estado do Paraná vem sendo governado por uma sequência de gestões neoliberais (Beto Richa e Ratinho Jr, de extrema-direita), que também implementaram, ao longo dos anos, o desmonte da educação pública na rede estadual.

Isso apenas revela a dimensão da política de desvalorização que o magistério municipal vem sofrendo. Por isso, seguimos organizando a nossa categoria e pressionando a Prefeitura para garantir crescimento vertical para todas e para todos neste ano.

Fonte: SISMMAC

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