A Prefeitura de Curitiba anunciou que vai extinguir progressivamente as turmas de 6º ao 9º ano das escolas municipais. A partir de 2027, deixará de abrir novas turmas de 6º ano, iniciando um processo que vai retirar das famílias a possibilidade de manter seus filhos nessas escolas até a conclusão do ensino fundamental.
A justificativa é que a Prefeitura precisa liberar salas de aula para ampliar o ensino integral (embora tenha bilhões de reais em caixa, a gestão municipal quer receber mais dinheiro do governo estadual e do Fundeb).
Mas por que não construir novas escolas para ampliar as vagas?
Nos últimos dez anos, a Prefeitura construiu apenas uma escola nova. Outra unidade foi inaugurada em um imóvel alugado. A cidade cresceu, as salas ficaram superlotadas, mas a gestão municipal praticamente não investiu na construção de novas escolas.
Enquanto faltam investimentos para ampliar a estrutura da educação municipal, o prefeito Eduardo Pimentel vai pagar R$ 4,8 milhões para trazer novamente o Natal da Disney a Curitiba.
O contrato ficou R$ 600 mil mais caro do que em 2025, um aumento de 14,3% em apenas um ano, mais de três vezes a inflação considerada no período.
E esse não é o único recurso público envolvido: o espetáculo também tem autorização para captar aproximadamente R$ 15 milhões pela Lei Rouanet, por meio de patrocínios com incentivo fiscal federal.
Mesmo com esses recursos, as famílias precisam pagar ingressos que podem chegar a R$ 459, sem contar taxas.
O Natal é importante para o turismo e a economia da cidade. Mas a educação das crianças também precisa receber investimentos e atenção.
A Disney passa algumas semanas em Curitiba. Uma escola construída pode atender milhares de crianças durante décadas.
Por que a Prefeitura encontra milhões para ampliar os gastos com espetáculos, mas prefere fechar turmas em vez de construir escolas para garantir o futuro das crianças?










