Neste início de ano letivo, a direção do SISMMAC está percorrendo diversas escolas da rede municipal de Curitiba para dialogar com professoras, professores e as famílias dos alunos. O abandono promovido pela gestão de Eduardo Pimentel tem levado as equipes escolares ao limite. O que o magistério vive nas unidades é resultado direto de uma escolha política: manter a rede com déficit de profissionais e sobrecarga permanente.Entre as escolas que visitamos, o CEI Prof.ª Nair de Macedo vive uma das situações mais alarmantes. Após um ano de 2025 marcado por problemas estruturais e falta crônica de profissionais (situação que se arrasta há anos), parte da equipe pediu remoção. A escola iniciou 2026 com um déficit absurdo de 19 professoras. Doze vagas foram preenchidas emergencialmente com RIT, mas o Núcleo Regional de Educação apresentou como “solução” começar o ano com apenas um profissional por turma. Isso inviabiliza a hora-atividade e impõe uma pressão brutal sobre quem permanece na unidade.Não é a escola que falha. É a Prefeitura que escolhe não garantir o quadro completo.No CEI José Lamartine Correa de Oliveira Lyra, onde estivemos na quarta-feira (25), a falta de professoras também é recorrente. A equipe está sobrecarregada e a comunidade sente os impactos dessa ausência, mas a gestão Pimentel sabe do problema e não resolve. Já na Escola Municipal Professora Jurandyr Baggio Mockell, que tem sete turmas no período da tarde, há apenas seis professores.Esse padrão se repete em diversas unidades da cidade.Professoras e professores sabem onde está a responsabilidade e se desdobram para manter o cuidado e a qualidade do ensino, geralmente a custas da própria saúde. Muitas famílias, porém, acabam direcionando sua indignação para quem está no chão da escola, e não aos verdadeiros responsáveis. Por isso as panfletagens que estamos fazendo são fundamentais: para esclarecer que o sofrimento vivido nas unidades é consequência direta da política implementada pela gestão Pimentel, que se recusa a convocar concursados e a investir para enfrentar de fato os problemas da rede.O abandono não é apenas ineficiência ou falta de preparo da gestão Pimentel. É projeto. E é por isso que o SISMMAC seguirá nas escolas, fortalecendo a organização coletiva e convocando toda a comunidade a cobrar da Prefeitura as soluções que ela insiste em não implementar.











