O SISMMAC convoca o Conselho de Representantes (CR) extraordinário, em caráter de urgência, para esta terça-feira (16), às 8h30, em frente à Câmara Municipal de Curitiba, junto ao ato que realizaremos contra a aprovação do projeto de militarização das escolas de anos finais (6º ao 9º ano) da rede.
Em busca de votos nas eleições deste ano, os vereadores da base do prefeito querem aprovar um projeto inconstitucional e oportunista (a maioria será candidato a algum cargo neste ano).
Eles sabem que o objetivo não é melhorar a educação. O projeto coloca toda a comunidade escolar em risco.
Nas escolas militarizadas, a impunidade é regra. Militares que cometem abuso sexual contra crianças e adolescentes não são punidos. Há inúmeros casos de agressão contra professoras, inclusive com ameaças de morte diante de alunos, além de perseguição e intimidação por conteúdos que não desejam ver ministrados. Interferência direta na liberdade pedagógica e de cátedra do magistério.
O sistema de medo também não poupa os alunos. Agressões, ameaças e intimidações fazem parte do modelo.
Se hoje já sofremos com a violência de diversas formas, esse modelo vai ampliar tudo isso. O adoecimento docente vai se aprofundar. Medo, vigilância e repressão transformaram escolas militarizadas em espaços de opressão constante.
Precisamos fazer esse enfrentamento. Por isso, convocamos todas as escolas a enviarem representantes.
Transporte
Haverá táxi. Ligue: 3346-4646 ou 3777-7777. Quem usar aplicativo terá ressarcimento.
Também temos convênio com o estacionamento da Av. Visconde de Guarapuava, 2646.
O projeto
A versão original, cópia do modelo implementado por Ratinho Jr. no estado, previa a militarização de toda a rede e a imposição de núcleos para comandar as escolas e concentrar recursos da educação. O substitutivo restringe a proposta aos anos finais, mas mantém a abertura para parcerias com militares e até com entes privados, abrindo caminho para a privatização da gestão escolar.
Vamos fazer essa luta. Precisamos da participação de toda a rede. Todo projeto de destruição começa aos poucos. Essa pode ser a porta de entrada. Precisamos fechá-la.











