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Sindicatos cobram reunião com a Câmara para barrar manobra da Prefeitura na data-base

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Sindicatos cobram reunião com a Câmara

Os sindicatos que representam as servidoras e os servidores municipais de Curitiba (entre eles o SISMMAC) protocolaram um ofício conjunto solicitando uma reunião urgente com o presidente da Câmara Municipal, vereador Tico Kuzma, e com as comissões permanentes da Casa. O objetivo é tratar da data-base do funcionalismo municipal e da proposta apresentada pela Prefeitura, que pretende aplicar o reajuste apenas a partir de janeiro de 2026, sem retroatividade a outubro, o que gerará novas perdas salariais.

A gestão Eduardo Pimentel tenta impor esse reajuste atrasado como se fosse uma medida de valorização, mas o que faz é desrespeitar a data-base e reduzir o poder de compra das servidoras e dos servidores. Com a inflação acumulada e os salários achatados, a Prefeitura empurra o funcionalismo para uma situação contínua de desvalorização.

O SISMMAC e as demais entidades cobram que a Câmara cumpra seu papel de fiscalização e mediação democrática, ouvindo as representações sindicais e garantindo que o debate sobre a data-base ocorra com transparência e responsabilidade com o interesse público e com o futuro das servidoras e dos servidores, e não apenas com determinados grupos políticos e econômicos que desejam se apropriar dos recursos financeiros da cidade.

O Legislativo municipal não deve servir como mero implementador das vontades da Prefeitura. Ao contrário, deve priorizar as necessidades das famílias curitibanas.

A lei municipal que trata da revisão anual de vencimentos não deixa dúvidas: a data-base é em outubro, e qualquer reajuste que venha depois, sem retroatividade, representará perda real de salário.

Além disso, o adiamento é uma escolha política da gestão Pimentel, não uma imposição por limitações fiscais, já que a arrecadação de Curitiba vem crescendo muito acima das despesas com pessoal.

Seguimos lutando para que o prefeito cumpra as promessas de campanha, respeite o diálogo com as entidades representativas e garanta, no mínimo, a recomposição salarial integral e imediata.

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