Garantir a segurança das escolas e dos CMEIs é dever do poder público.
A Prefeitura de Curitiba, porém, fez outra escolha. Há anos, retirou das unidades educacionais a Guarda Municipal responsável pela proteção do patrimônio. Foi uma decisão política para “economizar”. Estamos vendo (e sofrendo) a consequência dessa decisão.
O SISMMAC cobra a Prefeitura por segurança nas unidades. Inclusive, nas mesas de negociação deste ano, pautamos diversas situações de risco para equipes e crianças.
⚠️ O que a Prefeitura já sabia:
No CMEI São Braz, onde um sequestrador ameaçou a vida de crianças e profissionais na sexta-feira (9), há outro agravante. Recebemos relatos de que direções anteriores já haviam cobrado da Prefeitura mais segurança, especialmente porque um dos muros é baixo. Não foi por falta de aviso.
↪️ O que precisa sair do papel:
A Prefeitura precisa tomar medidas concretas:
• Reformas que ampliem a segurança das unidades, a começar pelos muros.
• Protocolos claros para situações de risco.
• Contratação de profissionais em número suficiente, porque a falta de pessoal também coloca as crianças em risco.
• Retomada da Guarda Municipal para proteção do patrimônio (sem interferência em questões administrativas ou pedagógicas).
Quem educa não pode ser alvo 🎯
Além de tudo isso, é preciso que políticos parem de incentivar o ódio contra o magistério. Nossa categoria é composta, em sua imensa maioria, por mulheres. Há, portanto, violência de gênero nisso.
A Prefeitura também precisa valorizar a carreira, pois isso é um recado à sociedade sobre a importância da escola pública. Quem desvaloriza quem educa ensina que a escola não importa.
E há quem tente lucrar politicamente com o sofrimento das escolas. É o caso do vereador Renan Ceschin, da base do prefeito, que tentou retomar a proposta ineficaz de catracas digitais em vez da Guarda Municipal. Quem planeja violência contra uma escola não é parado por uma catraca. Há pouco tempo, esse mesmo vereador publicou vídeos para inflamar a população contra a equipe do CEI Ritta Anna de Cássia…
Escola segura se faz com decisão política, investimento e respeito a quem educa. O SISMMAC seguirá cobrando e organizando nossa luta por valorização e segurança.










