Nas últimas semanas, as redes sociais do prefeito Eduardo Pimentel foram ocupadas por críticas e cobranças, não apenas de professoras e professores, mas de famílias de crianças da rede municipal e da população em geral. Foram milhares de comentários em diversas postagens.
Em vez de apresentar soluções reais, a primeira resposta do prefeito foi ofender as professoras, minimizando o sofrimento de quem enfrenta o abandono nas escolas todos os dias. Não deu certo. Só ampliou a indignação do magistério e da população.
A segunda resposta foi… apagar.
Em uma postagem recente, por exemplo, de mais de 160 comentários, restaram cerca de 20. Curiosamente, só sobreviveram os elogios. Os demais estão ocultos ou foram deletados, o que significa que 95% dos comentários eram críticas e cobranças à gestão pelo abandono da educação.
Talvez a assessoria e o prefeito tenham esquecido que estamos de olho.
Mas o mais grave é não perceberem que apagar comentários não faz os problemas desaparecerem. Não alivia a angústia diária das professoras com a desvalorização. Não devolve às famílias a esperança de que suas filhas e seus filhos possam ter um futuro melhor.
Aliás, apagar parece ter virado política de gestão. Já não bastasse excluir 80% do magistério do Crescimento Vertical, apagando anos de dedicação e qualificação de quem construiu a carreira na escola pública, a Prefeitura agora quer sumir também com quem cobra.
Nas redes e na carreira, a lógica da gestão Pimentel é a mesma: esconder o que incomoda.
Mas os problemas continuam lá, em cada escola da nossa cidade. Nós sabemos. As famílias sabem. Curitiba sabe.
Prefeito, apagar comentários é fácil. Apagar a nossa mobilização, não!
Dia 8, o magistério entrará em greve. E nenhum botão em rede social conseguirá apagar a nossa força!
Ps.: prefeito, pare de deletar e ocultar comentários, e apresente uma proposta real de valorização para o magistério.











