Se vereadores querem votar um projeto que pode promover o abuso sexual de crianças e adolescentes na rede municipal de ensino de Curitiba apenas para ganhar votos nas eleições, likes, seguidores e dinheiro pago pelas redes sociais por conteúdos de ódio contra a educação, é justo darmos visibilidade.
Se eles não estão preocupados com o futuro das famílias, mas querem apenas visibilidade, então é isso que terão os que votarem a favor da militarização das escolas.
Porque eles sabem que esse projeto não trará mais segurança. Ao contrário, deixará nossas crianças e adolescentes à mercê de abusadores que nunca são punidos.
Sabem que nas escolas militarizadas, além do abuso sexual, a agressão contra estudantes e até ameaças de morte contra professoras se tornaram um padrão.
Que nem o mercado de trabalho quer pessoas acostumadas ao silêncio, sem voz e sem capacidade de pensar criticamente.
Que alunos formados dessa forma se tornam adultos propensos a sofrer todo tipo de abuso em silêncio.
E que a educação inclusiva será sufocada, e os alunos que mais precisam dela serão excluídos.
Porque esse projeto cruel tem um único objetivo: enganar a população. Em vez de cobrar mais investimentos, contratação de profissionais e uma política séria de inclusão, esses vereadores estão apenas pensando nas eleições (muitos serão candidatos a algum outro cargo neste ano).
Mas a população de Curitiba e de todo o Paraná vai saber.
Quem votar a favor do projeto que abre as portas para o abuso sexual de crianças e adolescentes nas escolas não será esquecido.












