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Qual a mensagem que o prefeito passa ao ofender o magistério no aniversário da cidade?

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Nosso partido é a educação

Na manhã deste domingo (29), fizemos um ato pacífico, colorido, animado e com muito apoio da população no centro de Curitiba. Fomos ao encontro do prefeito Eduardo Pimentel, junto com professoras e professores que participavam da mobilização, cobrando respostas à nossa pauta, com tranquilidade e respeito.

A resposta veio em entrevista a um portal que recebe investimentos frequentes do governo Ratinho Jr.: Pimentel deslegitimou a dor de quem sofre o abandono da Prefeitura nas escolas, dizendo que o magistério não tem pauta e que o sindicato não representa as professoras.
Por que ele falou isso? Para tentar convencer as pessoas que não é o magistério que vai entrar em greve, que não há problemas nas escolas, que nossa categoria não está indignada com o descaso da Prefeitura. Ele tentou esconder o sentimento real das escolas.

Mas basta olhar as postagens do prefeito e nas nossas redes sociais. Há milhares de comentários reais, de professoras e professores reais da rede municipal cobrando valorização, respeito, condições dignas de trabalho e direitos, e de familiares que nos apoiam porque também querem a melhor educação para suas filhas e filhos.

Pimentel tentou radicalizar o discurso e jogar a sociedade contra o magistério. É uma jogada política lamentável. E não vai funcionar. A população consegue enxergar a realidade das escolas. Sabe que estamos falando a verdade.

Ele disse que a greve tem a ver com ano eleitoral. Mas não haverá eleições municipais em 2026, então isso não faz sentido. Curiosamente, é o mesmo argumento que Ratinho Jr. usa para não dialogar com os professores da rede estadual.

O prefeito ainda afirmou que o sindicato age assim porque tem partido. Temos, sim. Nosso partido é a educação pública. Nossa única preocupação é garantir valorização e melhores condições de trabalho ao magistério.

Para completar, a assessoria do prefeito publicou as mesmas ofensas em um story no Instagram (desses que somem em 24 horas). Isso é perigoso, porque pode incentivar seguidores a agredirem as professoras. Um gestor público precisa ter mais responsabilidade com as palavras.

Falou que nossa categoria “enxerga” que a Prefeitura valoriza o magistério. Mas com apenas uma promessa cumprida das 20 que fez na campanha, excluindo a maioria das professoras do Crescimento Horizontal e do Vertical, com salas superlotadas, salários achatados, sem profissionais de apoio e escolas desamparadas, além do caos que imperou na SME desde o ano passado, a ideia dele de “valorização” está longe da realidade. Nossa categoria não apenas vê o abandono, mas sente isso todo dia.

Com 25% do mandato do prefeito concluído e praticamente nenhum avanço, temos motivo de sobra para cobrar. Esse é o nosso papel enquanto sindicato. Seguiremos cobrando, mobilizando e pressionando. Afinal, nossa categoria não tem mais tempo a esperar.

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