Às vezes parece que o verdadeiro prefeito de Curitiba é o secretário de Finanças, Vitor Puppi.
Quando o assunto são os direitos das servidoras e dos servidores, é ele quem trava as negociações e decide se a Prefeitura vai valorizar o funcionalismo ou retirar direitos.
Em sessão da Câmara dos Vereadores, Puppi disse que, para acabar com o confisco de 14% das aposentadorias, medida cruel que vem prejudicando milhares de aposentadas e aposentados do magistério de Curitiba, seria preciso encontrar outra forma de financiamento.
Isso não é verdade. A Prefeitura tem mais de R$ 3,5 bilhões em caixa. Segundo o relatório da própria Prefeitura, o gasto com pessoal é de 39,93% da receita corrente líquida, e o superávit do segundo quadrimestre foi de R$ 1,13 bilhão.
Então não falta dinheiro. Falta vontade de fazer a coisa certa. O prefeito Eduardo Pimentel prometeu em campanha igualar o desconto dos aposentados ao percentual do INSS. Promessa feita, promessa não cumprida. Como tantas outras.
Aposentadas e aposentados que dedicaram a vida à educação seguem com 14% descontados da aposentadoria. Acabar com essa crueldade, que pune quem construiu a educação de Curitiba, é decisão política, e quem governa escolhe suas prioridades. Mas a dúvida é: quem governa Curitiba?
O SISMMAC vai seguir cobrando enquanto o confisco existir.
É hora de Puppi e de Pimentel explicarem por que a opção é sempre prejudicar as professoras e os professores da nossa cidade.










