• Home
  • »
  • Notícias
  • »
  • Privatiza que melhora? Fraude milionária da “roçada” em Curitiba prova que não

Privatiza que melhora? Fraude milionária da “roçada” em Curitiba prova que não

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Fraude milionária da roçada em Curitiba

Quatro pessoas de uma mesma família foram presas pela Polícia Civil por suspeita de fraudes em contratos com a Prefeitura de Curitiba para serviços de manejo arbóreo e roçada urbana. O caso escancara os perigos de um modelo de gestão que aposta na terceirização, sem controle público efetivo, e que abre espaço para desvios milionários.

E o mais grave: esse mesmo esquema já havia sido investigado em 2020, ainda na gestão Greca/Pimentel, em uma licitação de 2018, no valor de R$ 3,4 milhões para um ano.

A nova operação, chamada de “Roçada II” (em referência àquela fase anterior da investigação) mostra que o grupo continuou atuando e os valores dispararam.

Segundo a Polícia Civil, desde 2022 os contratos com as mesmas empresas envolvidas saltaram para R$ 226 milhões, sendo que R$ 189 milhões já teriam sido pagos pela Prefeitura. Com esse valor, seria possível construir quase 30 novas escolas ou CMEIs na cidade. TAMBÉM SERIA MAIS QUE SUFICIENTE PARA GARANTIR UM CRESCIMENTO VERTICAL UNIVERSAL PARA O MAGISTÉRIO.

Basta comparar o Orçamento de Curitiba para ver que a rubrica de “manutenção da produção vegetal” passou de R$ 9,1 milhões em 2020 para mais de R$ 22 milhões em 2025 — um aumento muito superior à inflação do período (os valores corrigidos ficariam em torno de R$ 12,9 milhões, segundo o índice IPCA). Ao que consta, nada indica que Curitiba tenha duplicado a quantidade de árvores adultas nesse mesmo período.

Vale lembrar que, em 2020, a então vereadora Professora Josete (PT), hoje aposentada no magistério de Curitiba, já havia feito a denúncia ao Ministério Público, que originou a primeira investigação. Ou seja, o esquema já era de conhecimento do poder público municipal e mesmo assim continuou.

O caso se soma a outras fraudes envolvendo concessões e contratos terceirizados, como no transporte público de Curitiba (o esquema é semelhante, com uma família criando várias empresas que concorrem e ganham as licitações). É justamente essa promiscuidade entre o público e o privado, tão defendida por modelos neoliberais, que alimenta a corrupção e o desvio de recursos que deveriam estar a serviço do povo.

É por isso que o SISMMAC defende serviços públicos estatais, com valorização dos servidores e controle social. Somente com transparência, investimento direto e fiscalização efetiva é possível garantir que os recursos públicos sejam usados para melhorar a vida da população, e não para enriquecer quadrilhas.

Posts Relacionados