Após meses de mobilização, cobranças e denúncias feitas pelo SISMMAC, a Prefeitura de Curitiba anunciou, nesta segunda-feira (9), que vai suspender os descontos em folha relacionados ao CredCesta, pacote de serviços vinculado ao Banco Master, instituição acusada de irregularidades e sob investigação das autoridades.
A decisão é resultado direto da pressão do sindicato e mostra que a nossa luta vale a pena.
Desde o final de novembro, o SISMMAC vinha alertando a Prefeitura sobre os riscos desse convênio e os prejuízos que estavam sendo causados às professoras e aos professores. O sindicato encaminhou ofício formal ao Executivo municipal, apontando que o CredCesta não cumpria o decreto municipal que regula os descontos em folha e que os servidores estavam sendo expostos a cobranças indevidas.
No documento, o sindicato apontava os caminhos que a gestão municipal poderia tomar para impedir que o problema afetasse ainda mais quem contratou os serviços da instituição financeira.
Por isso, a medida anunciada agora é importante, pois além de mostrar que a posição do SISMMAC estava correta, agora impede que os servidores sigam reféns de um grupo financeiro cercado de denúncias e investigações.
Mas uma coisa é fato: a Prefeitura demorou. Já havia elementos suficientes para suspender o código de desconto em folha muito antes. Essa demora ampliou o problema e permitiu que mais servidores fossem prejudicados, inclusive com cobranças por serviços que não foram contratados, juros abusivos e falta de atendimento. As denúncias recebidas pelo sindicato e os relatos em nossas postagens nas redes sociais mostram a dimensão desse impacto.
Diante da inércia do Executivo, o SISMMAC precisou adotar outras medidas, inclusive acionando o Ministério Público do Paraná. Esperamos que todas as irregularidades sejam apuradas e que também sejam responsabilizados aqueles que deveriam ter agido antes para proteger os servidores.
Muitas professoras e professores confiaram na palavra da Prefeitura ao contratar esses serviços. Por isso, a Prefeitura também é responsável pelo problema.
A suspensão dos descontos é uma vitória da luta coletiva, mas seguiremos pressionando para que os danos sejam reparados e situações como essa não se repitam.
A ganância de uns não pode estar acima da dignidade coletiva!











