A Lei do Descongela está em vigor. Sancionada. Publicada. Válida.
E o prefeito Eduardo Pimentel segue escolhendo o silêncio.
Enquanto isso, o magistério de Curitiba escolheu outra coisa: organização.
No dia 8 de abril, professoras e professores entram em greve. O Descongela é uma das pautas. Não por acaso.
Porque 583 dias de trabalho durante uma pandemia não se apagam. O congelamento não ficou no passado. Ele segue produzindo efeitos agora: no salário de quem está na ativa e na aposentadoria de quem se aposenta com uma base de cálculo reduzida por uma escolha que não foi nossa.
Cada mês que passa é prejuízo que não volta.
A lei não pede autorização de vereadores ou do Governo Federal. Não exige votação. Não depende de novo prazo. Depende de decisão política. E Pimentel sabe disso.
Cada dia sem resposta é uma resposta. Cada silêncio é uma posição.
O magistério esteve presente quando a cidade mais precisou. A greve é a resposta de quem se arriscou, sem apoio ou estrutura, para garantir o direito dos alunos à educação, e que hoje segue sem reconhecimento.
Os 583 dias existiram. A lei existe. O que falta é vontade política.
E essa, a partir do dia 8, vai custar mais caro para o prefeito ignorar.











