Desde as gestões Greca/Pimentel, a marca registrada da Prefeitura de Curitiba tem sido a retirada de direitos do funcionalismo em nome de uma política de “ajuste fiscal” que recai, sempre, sobre as costas das servidoras e dos servidores. Um dos principais responsáveis por essa lógica é o secretário Vitor Puppi, que ocupava a mesma cadeira na Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento em 2017, quando o famigerado “pacotaço” foi aprovado com violência policial contra o funcionalismo.
Aquele conjunto de medidas resultou no congelamento das carreiras, no atraso da data-base, na redução de investimentos em políticas públicas e em perdas históricas para quem dedica a vida ao serviço público. A gestão optou por fazer os servidores pagarem a conta da crise fiscal do município. Em vez de rever isenções a grandes empresários ou buscar justiça tributária, preferiu sacrificar quem move a cidade com trabalho e dedicação.
Com a volta de Puppi na gestão Pimentel, essa lógica não apenas continua — ela se aprofunda. Mesmo com orçamento com bastante folga e ampla margem em relação à LRF, a Prefeitura segue travando políticas de valorização da educação e do magistério. É da secretaria comandada por Puppi que partem os principais entraves às negociações e às pautas da categoria.
Mesmo após muitas reuniões e cobranças do SISMMAC, quando outras secretarias avançam no diálogo, é ele quem posteriormente impõe travas e retrocessos. Sua política de escassez reflete uma visão gerencialista que prioriza obras vistosas e planilhas, ignorando a qualidade do ensino e o bem-estar de quem constrói a educação pública e de qualidade em Curitiba.
E nem sempre essa política gera “economia”. Basta ver o escândalo da “roçada”, que causou prejuízos milionários à cidade (com contratos que chegam a R$ 260 milhões — valor mais que suficiente para garantir crescimento vertical universal ao magistério).
Não há avanço social possível enquanto a Prefeitura continuar a encarar as servidoras e servidores como obstáculos ao orçamento, e não como sujeitos fundamentais para o funcionamento da cidade.
Investir na valorização do magistério é um princípio elementar para qualquer sociedade que queira se desenvolver de forma justa. Mas, em Curitiba, essa valorização segue sendo bloqueada por uma gestão que tem como prioridade números em planilhas — e não a qualidade da educação das futuras gerações.











