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O sindicato não deve falar sobre política? Mas são políticos que podem causar a demissão de quase 400 professoras e professores de Curitiba

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O sindicato não deve falar sobre política? Mas são políticos que podem causar a demissão de quase 400 professoras e professores de Curitiba.

A gestão Eduardo Pimentel quer extinguir progressivamente as turmas de anos finais da Rede Municipal de Curitiba. Já em 2027, deixaria de abrir novas turmas de 6º ano, e depois o fechamento avançaria para as demais.

Com isso, quase 400 professoras e professores dos anos finais ficariam sem área de atuação justamente no momento em que volta ao centro do debate nacional a Reforma Administrativa, criada pelo governo Bolsonaro para acabar com a estabilidade e facilitar a demissão de servidores, inclusive quando cargos ou atividades são extintos, como seria o caso de quem atua nos anos finais.

São profissionais concursados, altamente qualificados, muitos com especialização, mestrado ou doutorado, que poderiam perder suas carreiras, construídas às vezes ao longo de décadas.

É aqui que as decisões políticas se encontram.

O senador Flávio Bolsonaro é favorável à aprovação da Reforma Administrativa e já disse que essa será uma das prioridades de seu governo, caso seja eleito.

Como teremos a pior composição do Congresso Nacional desde a redemocratização do Brasil, os parlamentares da nova base governista farão de tudo para aprovar o projeto.

E o prefeito Eduardo Pimentel, aliado de Flávio, extinguiria os anos finais em Curitiba e a Prefeitura teria meios legais para demitir todos esses profissionais. E quem garante que isso não irá ocorrer, já que a Prefeitura resolveu extinguir já os sextos anos sem apresentar nada concreto às servidoras e aos servidores?

É quando essas decisões se combinam que revelam um grande projeto em andamento.

Não é um problema apenas de quem atua nos anos finais. Somos uma só categoria.

Hoje, o risco atinge quase 400 profissionais.

E amanhã? Quem será o próximo grupo do magistério a pagar o preço dessas escolhas políticas?

 

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