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O que o prefeito Eduardo Pimentel vai fazer em uma escola privatizada com Ratinho Jr?

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Nesta terça-feira (14), o prefeito Eduardo Pimentel estará na Escola Estadual Aníbal Khury Neto, uma das unidades que tiveram a gestão privatizada pelo governo Ratinho Jr. por meio do programa de terceirização das escolas públicas estaduais. A visita levanta muitas dúvidas, e nenhuma delas traz bons indícios para a educação pública de Curitiba.

Durante a campanha eleitoral, quando estava fragilizado e com medo de perder no segundo turno, Pimentel se comprometeu a não implementar privatizações.

Mas agora, menos de um ano depois, se prepara para posar em uma escola que se tornou símbolo de um dos processos mais nefastos de destruição dos serviços públicos no Paraná e no Brasil.

Fica a pergunta: o prefeito vai até lá apenas para agradar o padrinho político, Ratinho Jr.? Ou essa visita é um indício do verdadeiro projeto que o grupo econômico e político ao qual ambos pertencem pretende aplicar em Curitiba?

O alerta é grave. E as contradições se acumulam. Até agora, Pimentel não cumpriu as promessas feitas ao magistério municipal: não ampliou os crescimentos na carreira, não contratou mais professoras e profissionais de apoio, não reestruturou o auxílio-alimentação, não reviu a política de remuneração e não revogou o confisco das aposentadorias.

Quem realmente administra Curitiba? Essa pergunta circula com força cada vez maior no serviço público municipal.

Ao visitar uma escola que passou por uma privatização forçada e antidemocrática, o prefeito reforça o temor de que seu verdadeiro compromisso não é com a valorização da educação pública, mas com o projeto de transferência de recursos públicos para empresários.

A educação não é mercadoria. Sua função não é gerar lucro, mas garantir direitos, igualdade e justiça social.

Quem governa Curitiba deve estar ao lado de quem ensina, e não de quem destrói a escola pública.

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