A Lei do Descongela já está valendo. Foi sancionada há 62 dias pelo presidente Lula. Está em vigor. Não depende de nova autorização federal. Não depende de votação na Câmara. Depende de decisão política da Prefeitura de Curitiba.
Foram 583 dias em que professoras e professores garantiram a educação pública durante a maior crise sanitária do país. O tempo existiu. Nossa dedicação foi real. Nosso luto foi real. Nosso esforço foi real. Mas nossos direitos foram congelados, e isso gerou perdas salariais e prejuízos nas nossas aposentadorias.
Agora, o prefeito Eduardo Pimentel pode reparar essa injustiça. Mas escolhe o silêncio.
Enquanto a arrecadação bate recordes e a Prefeitura investe em obras para alimentar a própria propaganda, o magistério espera o cumprimento de uma lei que já está em vigor.
Porque, quando o assunto é devolver 583 dias ao magistério, tudo vira “cautela”, “prudência” e “responsabilidade fiscal”.
Responsabilidade com a população quem teve foi o magistério. Quando havia medo, incerteza e perdas reais, nós estávamos trabalhando.
Prefeito Eduardo Pimentel: se “responsabilidade fiscal” só aparece para negar direitos ao magistério, isso não é responsabilidade. É decisão política. E cada dia de atraso confirma essa escolha.











