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O atendimento à Educação Inclusiva só acontece devido à dedicação de nossas/os profissionais

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Se dependesse exclusivamente de investimentos e das políticas adotadas pela Prefeitura de Curitiba, a Educação Inclusiva na rede de ensino municipal estaria colapsada. Mas até quando os profissionais da Educação irão suportar toda a precarização imposta pela gestão? Falta estrutura, falta apoio pedagógico especializado. Falta cuidado com a saúde física e mental de quem educa e cuida.

A comunidade escolar e as famílias, que muitas vezes cobram exclusivamente das unidades educacionais e de suas professoras, diretoras e pedagogas, precisam compreender que hoje o atendimento só acontece pela abnegação e muitos sacrifícios dos profissionais de educação que ocupam esses espaços.

A prefeitura e a Secretaria de educação abandonam a educação inclusiva! Abandonam as crianças que têm direito à educação inclusiva. Falta estrutura de atendimento, faltam vagas na educação especial, faltam vagas nas salas de recursos multifuncionais, não houve chamamento de profissionais para atuação na educação. Faltam consultas e terapias na rede pública de saúde.

O secretário de Finanças, quando impede as contratações via concurso, boicota e precariza o atendimento das crianças que precisam da educação especial e especializada. Até quando o prefeito Eduardo Pimentel vai fingir que está tudo bem?

O SISMMAC tem apresentado uma série de medidas para valorizar a Educação Especial, que até aqui foram ignoradas pela gestão. São propostas para melhorar a estrutura do atendimento às crianças, atender demandas do Magistério e focar na qualidade do ensino.

A opção da prefeitura em substituir profissionais habilitados por estagiários tem se mostrado ineficaz e direciona a Educação Especial para um caminho sem volta, caso as intervenções sugeridas pelo SISMMAC não sejam aplicadas.

Uma das principais demandas da Educação Especial é a contratação por concurso de profissionais especializados em Educação Especial e Inclusão. Veja a pauta completa abaixo.

A prefeitura precisa estruturar as unidades com a quantidade necessária de salas multifuncionais. O Sindicato entende que este é um passo fundamental para alavancar o ensino e garantir atendimento humanizado.

A gestão tem evitado responder sobre investimentos em acessibilidade, recursos, estrutura e materiais didáticos para atendimento das crianças e estudantes nas Escolas Especiais. A prefeitura tem falhado em garantir o mínimo aos alunos, o que leva à sobrecarga e adoecimento dos profissionais da educação.

Atualmente, as escolas municipais apresentam de 10% a 15% de matrículas oficiais na educação especial e inclusiva. A prefeitura não se propõe a garantir a redução do número de estudantes por sala de aula planejando a ampliação do número de escolas e Cmeis na rede pública de Curitiba. Se esse não for o direcionamento a educação na cidade irá colapsar em poucos anos.

O SISMMAC tem cobrado que a Pauta de Reivindicações seja analisada com seriedade. Buscamos garantir que os avanços das servidoras e dos servidores do magistério alcancem a Educação Pública de qualidade que a população merece.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

No ano de 2025 apresentamos as seguintes demandas à SME:

1 Garantir formação continuada para os/as profissionais que realizam AEE (Atendimento Educacional Especializado) nos CMAEEs;

  1. Assegurar a contratação, via concurso público, de profissionais da área do magistério, com especialização em Educação Especial e/ou Inclusão, para apoio pedagógico individualizado dos/as estudantes com deficiência e Transtornos do Neurodesenvolvimento, aqui incluídos os/as educandos/as com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) ou com outro diagnóstico clínico que aponte para a necessidade de atendimento pedagógico individualizado em sala de aula. A contratação desse/a profissional de apoio pedagógico deve, prioritariamente, estar relacionada à indicação constante em laudo clínico e parecer multidisciplinar e não ser apoiada exclusivamente em regras preestabelecidas por profissionais do CIAEE;
  2. Garantir hora-atividade para os/as profissionais que atuam nos CMAEEs, nas Salas de Recursos e Escolas Especiais;
  3. Garantir profissional de apoio para os/as estudantes de inclusão que possuem indicativo, também no período em que estiverem frequentando as práticas da educação integral em tempo ampliado (contraturno).
  4. Garantir número adequado de profissionais responsáveis pela limpeza dos espaços nas Escolas Especiais, por meio de concurso público.
  5. Garantir que as Escolas Especiais tenham direito a um número adequado de Agentes de Apoio Educacional.
  6. Garantir a incorporação da gratificação da Educação Especial para fins previdenciários;
  7. Ofertar um profissional com formação em línguas estrangeiras que atenda crianças e estudantes imigrantes possibilitando ao mesmo a imersão de forma não traumática ao novo idioma; Assim como oferecer cursos de idiomas aos professores atuantes com estudantes estrangeiros se assim desejarem.
  8. 9.Garantir profissional indígena ou com formação em antropologia para realizar a mediação cultural, para acompanhar as crianças indígenas atendidas pelo município;
  9. 10.Ofertar o profissional de intérprete de Libras e intérprete de Língua estrangeira Moderna na escola em que houver necessidade;
  10. Definir e divulgar com bases científicas quais os procedimentos a serem tomados em casos de desorganização dos estudantes, prevendo protocolo de contenção e orientação às chefias acerca da abertura de CAT nessas situações;
  11. Garantir acessibilidade, estrutura e condições materiais (recursos, livros didáticos, etc.) para atendimento das crianças e estudantes nas Escolas Especiais;
  12. Assegurar formação específica aos profissionais do magistério que atendem as turmas de Classes Especiais nos componentes Arte, Ciências, Ensino Religioso e Educação Física;
  13. Garantir que as turmas regulares tenham no máximo dois estudantes de inclusão que necessitem de profissionais de apoio;
  14. Construir novas escolas de educação especial devido a demanda represada em listas de esperas;
  15. Ampliar os SITES (Sistema Integrado de Transporte Escolar) para todos os estudantes matriculados nas escolas especiais, garantindo também tarifa zero aos estudantes da Rede Municipal de Ensino de Curitiba;17.  Manter a divulgação e transparência do chamamento no cadastro para atuação na educação especial/inclusiva, priorizando o chamamento de profissionais com padrão classificados no cadastro da Educação especial em substituição aos RITs em vaga/vaga.
  16. Garantir atendimento nos CMAEEs para estudantes do sexto aos nonos anos.

Dos itens apresentados não se tem avanços significativos. E ainda é mais grave o fato do CIAEE não dar o suporte necessário aos profissionais que estão nas unidades. As professoras reclamam do descaso, da falta de acolhida, de não terem protocolos efetivos  de atendimento aos estudantes e crianças quando estes apresentam comportamento desregulado. Só chegam tarefas burocráticas e cobranças.

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