O calor veio com toda a força neste verão. E com ele, voltou também a propaganda da Prefeitura de Curitiba sobre ar-condicionados “instalados” nas escolas municipais.
Mas nossa rede enfrenta dois problemas frequentes:
1) A imensa maioria das unidades sofre há anos com a falta de providências para sanar o calor excessivo nas salas.
2) Instalar equipamento não é o mesmo que garantir condição de uso.
Em muitas unidades, a rede elétrica simplesmente não suporta o funcionamento adequado dos aparelhos. O resultado é conhecido por quem trabalha e estuda nessas escolas: ar-condicionado na parede, calor na sala. Em alguns casos, o equipamento está ali de enfeite.
Fica bonito na foto do Instagram da gestão municipal, mas, obviamente, não resolve o problema.
Professoras e professores estão trabalhando em ambientes com temperaturas insuportáveis. Estudantes tentam aprender com o calor sufocando a concentração e a disposição. A situação se repete verão após verão.
Não foi falta de recurso que gerou esse cenário. Foi falta de vontade política.
Agora, a gestão municipal instalou equipamentos sem adequar a infraestrutura elétrica necessária para que funcionassem de verdade. É o tipo de decisão que rende foto e release, mas não refresca ninguém.
As gestões Greca e Pimentel escolheram submeter as comunidades escolares a esse sofrimento. Estrategicamente, submeter professoras e professores a condições desumanas de trabalho faz parte do projeto para desmotivar o magistério e esvaziar a rede.
Mas como não podem fingir que o problema não existe, escolheram o marketing no lugar da solução. Enquanto a Prefeitura divulga números de aparelhos instalados, professoras, professores e estudantes seguem suando dentro de salas que deveriam ser ambientes dignos de trabalho e aprendizagem.
O SISMMAC cobra da gestão municipal um plano concreto de adequação da rede elétrica nas unidades afetadas e de ampliação das instalações, com prazo e cronograma definidos.
Ar-condicionado que não funciona não é solução. É como encontrar pessoas perdidas no deserto, mostrar uma garrafa d´água, tirar uma selfie, e depois ir embora levando a garrafa cheia. É cruel.











