Sismac
  • 19 | 07 | 2021 - 19:14 Informe-se

    Crianças são recebidas em CMEI sem luz, sem água e sem EPIs

    Crianças são recebidas em CMEI sem luz, sem água e sem EPIs
    CMEI José Carlos Pisani no Tatuquara passou quase o dia todo sem eletricidade. Servidores também não receberam EPIs
    Nesta segunda (19), 50 CMEIs e 50 escolas municipais retornaram às atividades presenciais com os alunos. E os problemas estruturais e de protocolos sanitários já voltaram junto. O CMEI José Carlos Pisani, no Tatuquara, é um exemplo de unidade escolar que recebeu as crianças hoje sem o mínimo de condições estruturais para isso.

    Já pensou em educar crianças sem eletricidade? Pois essa foi a realidade enfrentada hoje no CMEI, já que a unidade teve a fiação elétrica danificada após ser alvo de furto recentemente, quando também foram furtados o portão dos solários. No dia do retorno dos alunos, uma equipe da Copel trabalhou durante várias horas para normalizar o fornecimento de eletricidade e o problema só foi corrigido às 15h15.

    E como se não bastasse, houve a interrupção do fornecimento de água em todo o bairro, que também atingiu o CMEI. Então, o dia de volta às aulas começou sem água para seguir o protocolo de higiene, até que o abastecimento pela caixa d’água fosse ajustado.

    Nem mesmo os equipamentos de proteção individual (EPIs) prometidos pela gestão, como máscara e faceshield, foram entregues aos trabalhadores do CMEI. Um descaso inaceitável com a vida dos trabalhadores e de toda a comunidade escolar.

    A equipe também está desfalcada. O CMEI só tem uma trabalhadora da limpeza e não recebeu ninguém da Risotolândia para servir o lanche das crianças. Esta semana a unidade tem ainda entrega de kits de alimentação, que vai aumentar o trabalho e deixar os problemas estruturais ainda mais evidentes.

    É absurdo que mesmo após quase um ano e meio de enfrentamento à pandemia do coronavírus a gestão não consiga garantir a estrutura mínima e nem os EPIs necessários para pensar na retomada das aulas presenciais. E, mesmo sem condições para garantir a segurança nas unidades escolares, o desgoverno insiste em impor o modelo híbrido de ensino num momento em que a pandemia ainda representa um perigo muito grande. O baixo percentual da população imunizada com as duas doses e o avanço de novas variantes mostram que estamos ainda muito longes de superar a pandemia.

    Ao que parece, a gestão aprendeu muito pouco com as dificuldades enfrentadas no retorno das aulas presenciais no início do ano, quando as denúncias de problemas de estrutura e no seguimento dos protocolos foram frequentes, resultando em pelo menos 115 trabalhadores da educação contaminados.

    Se o seu CMEI ou escola também enfrenta problemas no retorno às aulas, faça sua denúncia aos sindicatos com garantia de anonimato. Envie seu relato para o whatsapp da Educação (41) 99988-2680 ou para o canal Fala, Servidor pelo (41) 99661-9335. Sua denúncia ajuda a fortalecer a luta.

    Assembleia discute retorno presencial

    O SISMUC e o SISMMAC convocam as servidoras e servidores da educação para a assembleia geral que será realizada no dia 22 de julho, a partir das 18h30, pela plataforma Zoom. A pauta da assembleia é debater e definir ações sobre o retorno presencial das aulas na rede municipal de ensino.

    Para participar, faça sua inscrição com antecedência em https://bit.ly/AssembleiaJulho e não se esqueça de criar uma conta no Zoom para facilitar seu acesso!


  • 19 | 07 | 2021 - 19:14 Informe-se

    Crianças são recebidas em CMEI sem luz, sem água e sem EPIs

    Crianças são recebidas em CMEI sem luz, sem água e sem EPIs
    CMEI José Carlos Pisani no Tatuquara passou quase o dia todo sem eletricidade. Servidores também não receberam EPIs
    Nesta segunda (19), 50 CMEIs e 50 escolas municipais retornaram às atividades presenciais com os alunos. E os problemas estruturais e de protocolos sanitários já voltaram junto. O CMEI José Carlos Pisani, no Tatuquara, é um exemplo de unidade escolar que recebeu as crianças hoje sem o mínimo de condições estruturais para isso.

    Já pensou em educar crianças sem eletricidade? Pois essa foi a realidade enfrentada hoje no CMEI, já que a unidade teve a fiação elétrica danificada após ser alvo de furto recentemente, quando também foram furtados o portão dos solários. No dia do retorno dos alunos, uma equipe da Copel trabalhou durante várias horas para normalizar o fornecimento de eletricidade e o problema só foi corrigido às 15h15.

    E como se não bastasse, houve a interrupção do fornecimento de água em todo o bairro, que também atingiu o CMEI. Então, o dia de volta às aulas começou sem água para seguir o protocolo de higiene, até que o abastecimento pela caixa d’água fosse ajustado.

    Nem mesmo os equipamentos de proteção individual (EPIs) prometidos pela gestão, como máscara e faceshield, foram entregues aos trabalhadores do CMEI. Um descaso inaceitável com a vida dos trabalhadores e de toda a comunidade escolar.

    A equipe também está desfalcada. O CMEI só tem uma trabalhadora da limpeza e não recebeu ninguém da Risotolândia para servir o lanche das crianças. Esta semana a unidade tem ainda entrega de kits de alimentação, que vai aumentar o trabalho e deixar os problemas estruturais ainda mais evidentes.

    É absurdo que mesmo após quase um ano e meio de enfrentamento à pandemia do coronavírus a gestão não consiga garantir a estrutura mínima e nem os EPIs necessários para pensar na retomada das aulas presenciais. E, mesmo sem condições para garantir a segurança nas unidades escolares, o desgoverno insiste em impor o modelo híbrido de ensino num momento em que a pandemia ainda representa um perigo muito grande. O baixo percentual da população imunizada com as duas doses e o avanço de novas variantes mostram que estamos ainda muito longes de superar a pandemia.

    Ao que parece, a gestão aprendeu muito pouco com as dificuldades enfrentadas no retorno das aulas presenciais no início do ano, quando as denúncias de problemas de estrutura e no seguimento dos protocolos foram frequentes, resultando em pelo menos 115 trabalhadores da educação contaminados.

    Se o seu CMEI ou escola também enfrenta problemas no retorno às aulas, faça sua denúncia aos sindicatos com garantia de anonimato. Envie seu relato para o whatsapp da Educação (41) 99988-2680 ou para o canal Fala, Servidor pelo (41) 99661-9335. Sua denúncia ajuda a fortalecer a luta.

    Assembleia discute retorno presencial

    O SISMUC e o SISMMAC convocam as servidoras e servidores da educação para a assembleia geral que será realizada no dia 22 de julho, a partir das 18h30, pela plataforma Zoom. A pauta da assembleia é debater e definir ações sobre o retorno presencial das aulas na rede municipal de ensino.

    Para participar, faça sua inscrição com antecedência em https://bit.ly/AssembleiaJulho e não se esqueça de criar uma conta no Zoom para facilitar seu acesso!


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