Sismac
  • 04 | 05 | 2021 - 17:05 Informe-se

    Governador volta atrás e retomará aulas antes da vacinação

    Governador volta atrás e retomará aulas antes da vacinação
    Ratinho Junior havia garantido que retorno das aulas presenciais só iria acontecer após vacinação

    No último mês de fevereiro, Ratinho Júnior (PSD) anunciou que o retorno das aulas presenciais na rede estadual só iria acontecer após a vacinação dos trabalhadores. Com o fim de abril, mês mais letal da pandemia de Covid-19 no Brasil até o momento, o governador voltou atrás na promessa e anunciou a retomada parcial das atividades presenciais sem garantir a vacinação dos trabalhadores.

    Diante da notícia, o SISMMAC e o SISMUC repudiam a decisão do governador e reafirmam a luta dos servidores municipais da Educação de Curitiba pelo retorno das atividades presenciais somente após a vacinação!

    Apenas 9,81% da população no Paraná recebeu as duas doses da vacina até o momento. Retomar as aulas presenciais com uma imunização tão baixa coloca toda a comunidade escolar em risco, aumenta as chances de um novo pico da pandemia no estado, além de poder ocasionar o surgimento de novas variantes da Covid-19. A pandemia ainda não acabou!

    O retorno foi comunicado pelo secretário da Educação, Renato Feder, e pelo secretário da Saúde, Beto Preto, que também informaram que a vacinação de profissionais da educação da faixa etária de 55 a 59 anos ocorrerá junto com as pessoas que têm comorbidades. Segundo o anúncio, serão usadas 32 mil doses de vacina para imunizar os profissionais da educação nesta semana, mas não foi explicado como será esta vacinação. A divisão das vacinas entre o grupo de comorbidades e os profissionais da educação não foi autorizada pelo Ministério da Saúde.

    Os planos do governo estadual também parecem não levar em consideração a grande quantidade de vacinas e o tempo necessário para imunizar todos os trabalhadores da educação. Segundo o Ministério da Saúde, o Paraná tem pelo menos 169 mil trabalhadores da área. Já o secretário Beto Preto fala que a quantidade é maior e ultrapassa 180 mil. A confusão e falta de informações sobre esses dados tão essenciais demonstram que o governador está disposto a usar estudantes e trabalhadores da educação como cobaias de um experimento que colocará em risco a vida de milhares de pessoas.

    O sistema de ensino para o retorno presencial continuará híbrido, com retorno das aulas presenciais no dia 10 de maio em 200 escolas no Paraná, o que representa 10% da rede estadual, e aumentando gradativamente nas próximas semanas o número de escolas com atendimento presencial . Os pais deverão assinar um documento autorizando o retorno presencial. Conforme o Governo do Estado a reabertura vai priorizar municípios onde as escolas municipais já abriram; escolas com comunidade mais vulnerável; escolas com menos alunos participando das aulas online.

    Retomada de atividades presenciais aumenta o risco contaminação

    Rafael Greca também prometeu, em 2020, retomar as atividades presenciais somente com a vacinação dos profissionais. Porém, reabriu as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) em fevereiro. Em duas semanas, os Sindicatos receberam denúncias de 64 unidades que tiveram casos confirmados de Covid-19, resultando em pelo menos 115 profissionais da educação infectados. Em assembleia no dia 6 de março, os profissionais da educação da rede municipal deflagraram greve caso a Prefeitura insistisse no retorno presencial. Em seguida a gestão suspendeu as atividades presenciais.

    Precisamos continuar firmes contra o retorno presencial das atividades nas escolas e CMEIS enquanto não houver a vacinação e sem condições adequadas para aplicar as medidas preventivas, como distanciamento social, ventilação dos ambientes, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), higienização dos locais e disponibilidade de álcool em gel. O essencial é a vida!

  • 04 | 05 | 2021 - 17:05 Informe-se

    Governador volta atrás e retomará aulas antes da vacinação

    Governador volta atrás e retomará aulas antes da vacinação
    Ratinho Junior havia garantido que retorno das aulas presenciais só iria acontecer após vacinação

    No último mês de fevereiro, Ratinho Júnior (PSD) anunciou que o retorno das aulas presenciais na rede estadual só iria acontecer após a vacinação dos trabalhadores. Com o fim de abril, mês mais letal da pandemia de Covid-19 no Brasil até o momento, o governador voltou atrás na promessa e anunciou a retomada parcial das atividades presenciais sem garantir a vacinação dos trabalhadores.

    Diante da notícia, o SISMMAC e o SISMUC repudiam a decisão do governador e reafirmam a luta dos servidores municipais da Educação de Curitiba pelo retorno das atividades presenciais somente após a vacinação!

    Apenas 9,81% da população no Paraná recebeu as duas doses da vacina até o momento. Retomar as aulas presenciais com uma imunização tão baixa coloca toda a comunidade escolar em risco, aumenta as chances de um novo pico da pandemia no estado, além de poder ocasionar o surgimento de novas variantes da Covid-19. A pandemia ainda não acabou!

    O retorno foi comunicado pelo secretário da Educação, Renato Feder, e pelo secretário da Saúde, Beto Preto, que também informaram que a vacinação de profissionais da educação da faixa etária de 55 a 59 anos ocorrerá junto com as pessoas que têm comorbidades. Segundo o anúncio, serão usadas 32 mil doses de vacina para imunizar os profissionais da educação nesta semana, mas não foi explicado como será esta vacinação. A divisão das vacinas entre o grupo de comorbidades e os profissionais da educação não foi autorizada pelo Ministério da Saúde.

    Os planos do governo estadual também parecem não levar em consideração a grande quantidade de vacinas e o tempo necessário para imunizar todos os trabalhadores da educação. Segundo o Ministério da Saúde, o Paraná tem pelo menos 169 mil trabalhadores da área. Já o secretário Beto Preto fala que a quantidade é maior e ultrapassa 180 mil. A confusão e falta de informações sobre esses dados tão essenciais demonstram que o governador está disposto a usar estudantes e trabalhadores da educação como cobaias de um experimento que colocará em risco a vida de milhares de pessoas.

    O sistema de ensino para o retorno presencial continuará híbrido, com retorno das aulas presenciais no dia 10 de maio em 200 escolas no Paraná, o que representa 10% da rede estadual, e aumentando gradativamente nas próximas semanas o número de escolas com atendimento presencial . Os pais deverão assinar um documento autorizando o retorno presencial. Conforme o Governo do Estado a reabertura vai priorizar municípios onde as escolas municipais já abriram; escolas com comunidade mais vulnerável; escolas com menos alunos participando das aulas online.

    Retomada de atividades presenciais aumenta o risco contaminação

    Rafael Greca também prometeu, em 2020, retomar as atividades presenciais somente com a vacinação dos profissionais. Porém, reabriu as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) em fevereiro. Em duas semanas, os Sindicatos receberam denúncias de 64 unidades que tiveram casos confirmados de Covid-19, resultando em pelo menos 115 profissionais da educação infectados. Em assembleia no dia 6 de março, os profissionais da educação da rede municipal deflagraram greve caso a Prefeitura insistisse no retorno presencial. Em seguida a gestão suspendeu as atividades presenciais.

    Precisamos continuar firmes contra o retorno presencial das atividades nas escolas e CMEIS enquanto não houver a vacinação e sem condições adequadas para aplicar as medidas preventivas, como distanciamento social, ventilação dos ambientes, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), higienização dos locais e disponibilidade de álcool em gel. O essencial é a vida!

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