O SISMMAC manifesta solidariedade à vereadora Vanda de Assis (PT) e repudia o ataque xenofóbico praticado pela vereadora Tathiana Guzella (PL) durante sessão da Câmara Curitiba.
Vanda não virou alvo por acaso. Ela esteve ao lado do magistério nas greves, se opôs a projetos que atacam os direitos da nossa categoria, cobrou melhores salários e valorização da carreira, e enfrentou a gestão municipal pelo sucateamento da rede.
Já Tathiana Guzella é uma das autoras do projeto de militarização das escolas, que pode abrir as portas para abusadores sexuais e para a violência contra professoras e estudantes. São os mesmos ideais que propõem perigos reais para as crianças e que agora desumanizam pessoas pela sua origem.
Xenofobia é crime previsto na Lei 9.459/1997, mas aqui tem um agravante: o ataque foi premeditado, afinal, é muito improvável que a vereadora Tathiana tenha pesquisado e anotado a origem dos outros 36 vereadores. Ela foi específica sobre a origem de Vanda. Um crime premeditado em busca de likes e votos nas eleições deve ser apurado não apenas pela Justiça criminal, mas também pela Justiça Eleitoral.
Curitiba cresceu graças à contribuição de quem veio de fora. Apenas 43% da população nasceu aqui. Os demais são migrantes ou descendentes que pagam impostos, cujos recursos financiam, inclusive, o salário e o gabinete de Tathiana. No magistério há muitas colegas vindas do Nordeste e de outras regiões que dedicam suas carreiras às crianças da nossa cidade.
Contraditoriamente, a própria Tathiana Guzella veio de outro estado.
A desumanização pela origem não é novidade. A Alemanha dos anos 1930 usou essa lógica, e o que veio depois todo mundo sabe. Hoje brasileiros sofrem xenofobia no exterior porque esse discurso foi normalizado como estratégia eleitoral. Qual o próximo passo? Criar um ICE para perseguir e expulsar nordestinos de Curitiba? Muitos dos comentários de apoiadores da vereadora vão nesse sentido, e isso é extremamente perigoso.
A diversidade que compõe Curitiba deve ser celebrada, e não atacada. O SISMMAC está ao lado de Vanda de Assis e de todas as pessoas que constroem nossa cidade e defendem o magistério de Curitiba, independentemente de suas origens.











