Um novo caso de assédio, agora em Cascavel, mostra que o modelo de escolas militarizadas, como o que a Câmara dos Vereadores de Curitiba irresponsavelmente aprovou, abre as portas das escolas públicas para todo tipo de perigo, especialmente abuso contra crianças e adolescentes.
Obviamente, como estamos em ano eleitoral, dessa vez o governo estadual resolveu agir e afastou o acusado (ainda mais depois da grande campanha que temos feito contra a impunidade dos abusadores). Mas não foi sempre assim: houve situação em que o mesmo governo Ratinho Jr. deixou um abusador trabalhando na escola por mais de dois anos após denúncias feitas por nove alunas.
Os vereadores da base do prefeito Pimentel sabem dos perigos. Mesmo assim, resolveram brincar com a vida de crianças e adolescentes para ganhar likes, seguidores, dinheiro das redes sociais em conteúdos de ódio contra professoras e votos nas eleições em outubro.
Agora, o prefeito Eduardo Pimentel, que durante a campanha prometeu não privatizar nem militarizar as escolas de Curitiba, decidirá se veta o projeto e cumpre sua palavra, ou se agrada a bancada extremista que finge defender as famílias enquanto troca a segurança dos estudantes por curtidas.
As escolas de Curitiba seguem sofrendo com falta de estrutura, turmas superlotadas, ausência de profissionais de apoio e o magistério enfrenta um adoecimento cada vez mais constante. A cidade agora vai desviar recursos da educação para pagar militares que servirão de cabos eleitorais de políticos oportunistas?
A integridade das alunas, dos alunos e de todas as equipes escolares não é moeda de troca.
Pimentel agora escolherá qual recado dará às famílias curitibanas, e dirá se a segurança de suas filhas e seus filhos vale menos do que um punhado de likes nas redes sociais?
Nós seguiremos lutando contra a violência, pela proteção das nossas crianças e adolescentes, e seguiremos denunciando esse projeto eleitoreiro.











