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Na pressão: após quase um ano, Prefeitura volta a convocar novos professores

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após quase um ano, Prefeitura volta a convocar novos professores

Depois de quase um ano, a Prefeitura de Curitiba voltou a convocar professoras e professores aprovados no concurso de 2022. O último chamamento havia ocorrido em maio do ano passado. Desde então, silêncio.

Nossa rede precisa de 13.227 docentes. Hoje, são 11.506 na ativa. Faltam mais de 1.700 profissionais, e esse déficit é sentido diariamente no chão da escola: salas superlotadas, equipes sobrecarregadas, adoecimento crescente. Tem unidade que abriu o ano letivo de 2026 com déficit de 17 profissionais.

Enquanto a gestão Pimentel ignorava o problema, o caos se aprofundava nas unidades.

É parte do projeto: a falta de profissionais não serviu apenas para precarizar o trabalho. A gestão municipal usou esse mesmo argumento para não publicar o edital de liberação para mestrado e doutorado e para postergar o procedimento de mudança de área de atuação para pedagogia escolar.

A administração reconhece que o déficit existe e é grave, mas, quando convém, utiliza a falta de profissionais como desculpa para negar direitos. No fundo, o objetivo é não resolver o problema.

 

O desmonte é projeto

Essa nova convocação, que preencheria 90 vagas, é fruto da pressão que temos feito constantemente: panfletagens, carros de som nas comunidades, cobrança permanente nas mesas de negociação, ações nas redes sociais. A Prefeitura não convocou por generosidade. Convocou porque foi pressionada.

Mas 90 vagas não chegam perto de resolver o problema. Nos últimos anos, conseguimos reduzir o déficit pela metade, mas a política de desvalorização da nossa carreira gera evasão de profissionais. As escolas continuam sofrendo as consequências.

Na campanha eleitoral, Pimentel prometeu um novo concurso. Nada foi feito.

O desmonte da rede não é descuido. É projeto. Sufocar o magistério, causar evasão, adoecer a categoria, estrangular a previdência: tudo isso faz parte de uma escolha política deliberada da gestão municipal.

É na luta e na mobilização que conseguimos avançar. Por isso, no dia 19 de março, nos reuniremos em Assembleia para debater o futuro das nossas lutas e a possibilidade de greve, caso a gestão Pimentel continue ignorando nossas urgências e descumprindo suas promessas. Nossa categoria merece respostas. E vamos cobrar.

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