A Prefeitura Municipal de Curitiba havia programado um evento político para a manhã desta quinta-feira (5), no Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Diante disso, o SISMMAC convocou um ato para o mesmo horário, com o objetivo de intensificar a cobrança pelo fim do confisco de 14% das aposentadorias e das pensões. A mobilização teve impacto direto: a Prefeitura cancelou o evento.
Mas isso, no entanto, não impediu a manifestação. O sindicato esteve presente para expressar o repúdio ao confisco e ao posicionamento da gestão municipal, que insiste em manter uma política injusta e contraditória com as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Eduardo Pimentel afirmou que revogaria o confisco. Passado o período eleitoral, a promessa não foi cumprida, assim como tantas outras.
O SISMMAC também denunciou a contradição de promover eventos políticos apresentados como “homenagens” a aposentadas, aposentados e pensionistas enquanto, na prática, a Prefeitura segue retirando parte significativa de seus rendimentos todos os meses. Não há homenagem quando se mantém uma medida que pune quem já trabalhou, já contribuiu e ajudou a construir nossa cidade.
Reconhecimento não se faz com discurso ou cerimônia, mas com respeito aos direitos.
O confisco é uma escolha política, que transfere o peso do ajuste fiscal para quem já acumula perdas, compromete a renda de aposentadorias e pensões e aprofunda desigualdades. Tratar isso como algo secundário, enquanto fala em homenagem, seria desrespeitar a história e a trajetória de milhares de professoras e professores.
A Prefeitura cancelou o evento para evitar a mobilização. O silêncio e o recuo não apagam a injustiça e nem escondem o descumprimento das promessas eleitorais.
Mas o gesto da Prefeitura mostra a importância de mantermos a pressão.
O SISMMAC seguirá nas ruas e nos espaços institucionais cobrando a revogação imediata do confisco. Não aceitamos “homenagens” vazias enquanto aposentados e aposentadas sofrem com essa crueldade.
O confisco é injusto e precisa acabar.











